O mais rico do cemitério

Publicado em: 15/07/2015

Quando o amigo leitor (a) passa por um cemitério ou quando entra em um hospital já se perguntou quem é o mais rico ou o mais eficiente enterrado ou internado ali?

Ouvi há poucos dias o médico, psiquiatra e escritor Augusto Cury em uma entrevista dizer as palavras ali em cima. Ele falava a respeito de crianças que muitas vezes são diagnosticadas como hiperativas quando na verdade são vítimas da “Síndrome do pensamento acelerado”. Crianças assim se mostram bastante agitadas, com dificuldades em aprender e cometem o mesmo erro repetidas vezes. Ele nos lembra que uma criança hoje com 7 anos de idade tem as mesmas informações que um imperador romano no auge do poder. Disse também que as crianças de hoje recebem presentes em excesso e isso prejudica de várias formas.

Suas frases: “Não querer ser o mais rico do cemitério”, “o mais eficiente do hospital (internado)” e “não esgotar a mente” nos faz pensar. Num mundo onde todos correm como loucos, onde só se fala em crise, quem “dormir no ponto” vai ficar para trás. Em um momento onde as notícias são sempre as mesmas e ruins como sempre, salvo lá alguns exemplos altruístas descobertos e que cabem nas grades de programação. Será que esses últimos ainda dão boa audiência? Quero crer que sim. Que coisa horrível. Será que meu comentário é resultado de toda essa exposição a coisas que não valem a pena?

Correr em busca de dinheiro a ponto de deixar as coisas mais valiosas para trás deve ser mesmo loucura. Crer que apenas títulos e diplomas trarão a segurança e satisfação pode também ser engano. Ser superexigente com todos será de que proveito lá no futuro?

Não, o mais rico do cemitério, o mais eficiente daquele leito hospitalar, não. Não se trata só de nós, mas de nossas crianças também, elas já estão entrando nessa “correria”. Uma passagem da Bíblia diz: “Melhor um prato de verduras onde há amor do que um boi gordo onde há ódio”. Provérbios 15:17 Tradução do Novo Mundo Revisada.

Augusto Cury fez muita gente pensar além do vem pensando, mas não devemos pensar demais. Apenas o suficiente para ter a consciência das melhores riquezas e usá-las com eficiência. Não nos cemitérios e nos hospitais, mas enquanto há tempo.

0 respostas

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *