O poeta da rosa, do sorriso, da saudade…

Publicado em: 03/05/2012

Assim como a Bahia tem Caymmi, Recife tem Capiba e Porto Alegre tem Lupicínio Rodrigues como seus mais genuínos porta-vozes musicais, a ilha de Santa Catarina tem Zininho. Criador do “Rancho do Amor à Ilha” e de outras expressivas composições, nascidas sob a inspiração das musas ilhoas, Zininho é unanimemente reconhecido como o poeta popular mais identificado com “este pedacinho de terra perdido no mar”. Ele nasceu na localidade de Três Riachos, no município de Biguaçu/SC, recebendo o nome de Cláudio Alvim Barbosa. Sua infância foi passada nas imediações do largo 13 de Maio, mítico local hoje apenas existente na memória da cidade tendo como cenário o velho casario da rua Menino Deus e as mansas ou turbulentas (quando ventava) águas da Baía Sul, na Ilha de Santa Catarina.

Na adolescência transferiu-se para o Balneário, no Estreito, parte continental da cidade com suas chácaras arborizadas, à beira da Baía Norte, ainda não poluída.

Ligado desde jovem às atividades radiofônicas, Zininho foi um dos sustentáculos das antigas rádios Guarujá e Diário da Manhã, na era de ouro do rádio florianopolitano, entre as décadas de 1940 e 1960, época em que constituiu um dos mais importantes arquivos sonoros da história da radiodifusão na Capital do Estado. Nas emissoras em que trabalhou fez de tudo um pouco, revelando-se um autêntico homem dos sete instrumentos: foi cantor, rádio ator, sonoplasta, técnico de som e produtor.

Mas foi sua veia criativo-musical que o associou indissoluvelmente à cidade ilha e à sua gente. Compôs mais de cem músicas, a maioria sambas, sambas-canções e marchinhas carnavalescas.

Entre suas criações mais conhecidas figuram “O Largo 13 de Maio” (um tributo à sua juventude), “A Magia do Morro”, “A Rosa e o Jasmim”, “Quem é que não chora” e “Princesinha da Ilha”. Além, claro, do “Rancho do Amor a Ilha”, já incorporada às tradições e à história da cidade como hino oficial de Florianópolis.

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