O Rádio Catarina, uma visão

Publicado em: 16/12/2007

Sei, por vivência, experiência e indução, ser o sul do Estado uma região de bom rádio, praticado por profissionais dos mais diversos estilos e gabaritos, numa concorrência interessante, em busca sempre da maior eficiência, popularidade e um jornalismo atuante e forte.
Por Aderbal Machado

Por assim dizer, seria o modelo ideal de rádio a ser exercitado. Podemos considerar, igualmente, o gênero da CBN Diário como um bom rádio, longe das mediocridades imperantes neste Estado.
Investir em jornalismo, equipe e uma boa cobertura é uma política sensata. Se por um lado não é o motor financeiro das emissoras é, sem dúvida, o motor do prestígio e da repercussão e, assim e por via quase direta, um fator de atração de patrocínios, assim como o esporte. Jornalismo bom gera respeito.
Há diferenças entre regiões e cidades quanto ao estilo e à forma de rádio praticado. Até o advento da Antena 1, rádio do Adelor Lessa em Criciúma, as FM não tinham tradição de jornalismo nem de esporte. Isto cabia às AM. Já mudou.
Em Balneário Camboriú o forte do jornalismo está nas FM – Menina e Transamérica. Faz tempo. Nem as tradicionais AM de Itajaí batem essa hegemonia. Sua audiência em Balneário Camboriú fica na altura do traço ou de índices ridículos.
Até em Itajaí, as emissoras FM estão batendo um bolão.
Pena o rádio de Joinville: mal afamado, com profissionais envoltos em acusações graves de mercantilização de programas e informações, num dirigismo escancarado. Saudades dos tempos do Ramiro Gregório da Silva com a sua Rádio Cultura, décadas de 60/70, espargindo sua fama pelo Estado inteiro, fazendo um rádio de alto gabarito, até hoje difícil de igualar.
Podemos pensar em Florianópolis da década de 50/60/70, com Manoel de Menezes, Rubens e Jaime de Arruda Ramos, Adolfo Zigelli – monstros sagrados de um rádio artesanal e exemplar, hoje ainda um modelo a ser seguido.
Estão por aí ainda velhos camaradas dos nossos tempos. O Ramiro retornando, na lida da Rádio Aquarela de Barra Velha. Estou lá, também, fazendo um pouco desse rádio-jornalismo remanescente que aprendi com César, Aryovaldo e Agilmar.
A diferença entre eu e eles é que evolui tecnologicamente e eles, até por não precisarem, estarem noutra e, por isso, estão a dar um tempo na profissão. Uma perda – poderiam estar ombreando com a gente. Arriaram os pneus.
 


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