O rádio como ele é!

Publicado em: 26/07/2005

Nas andanças pelo mundo virtual (Internet), me simpatizei com um texto. Ele trata do momento que o rádio está passado hoje em dia.
Por Christian Vinícius
Publicado no Jornal Regional (Grande Florianópolis)

A nota é escrita por Gilberto Souza que é advogado e diretor da AB 25+ Pesquisa e Estratégias de Mídia, empresa especializada na área de consultoria para emissoras de rádio e empresas de comunicação.

Leia:

“A programação das emissoras de FM há muito se acomodaram, sedimentando os três segmentos que conhecemos hoje: adulto, popular e jovem. Nos anos 80, tivemos a consolidação do rádio FM, a custo de intensas mudanças em quase todas as emissoras. São tantos os fatos históricos que caberiam num livro. Aliás, esta é uma história que precisa ser contada. Afinal, ao contrário do que dizem os livros, o rádio não terminou o surgimento da TV!”

As emissoras seguem se atualizando, é certo, modificando-se de quando em quando, mas não observamos modificações expressivas desde 1997, ano em que a antiga Opus FM (traço de audiência de São Paulo) deu lugar à atual Nativa (que chegou ao segundo lugar no ranking geral em São Paulo). E não é que talvez seja própria Nativa a modificar, novamente, o cenário do FM?

Se não há mudanças significativas no produto apresentado ao consumidor final, tampouco há na maneira do ouvinte consumi-lo. Explico. Ao contrário da tv, o ouvinte de rádio se comporta de maneira bastante previsível. Alterações nas programações das emissoras demoram meses para que sejam percebidas por seus próprios e por outros ouvintes. Esta linearidade de comportamento se reflete nos resultados das pesquisas do IBOPE para o rádio. Por este motivo, o instituto também não vê a necessidade premente de trocar o recall pelo real time, pois o mercado já está acostumado a esperar alguns meses até que as mudanças sejam transformadas em números de pesquisas.

Portanto, um dos ciclos do rádio é este: as emissoras pouco modificam a essência de seus conteúdos, os ouvintes pouco mudam de estação e a pesquisa do IBOPE para o rádio modifica-se lentamente (porque seria injusto eu dizer que pouco mudou nos últimos 20 anos…). Se este ciclo é vicioso ou virtuoso deixo o julgamento ao leitor.” O texto na íntegra pode ser acessado pelo site www.radioagencia.com.br


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