O Rádio e a Rede

Publicado em: 16/01/2012

No dia 8 de outubro de 2010, foi publicado na página da Associação Paraibana de Imprensa (API) um ótimo artigo assinado pelo secretário-geral da instituição, Gilson Souto Maior, sobre a relação entre o rádio e a Internet. O texto repercute também algumas das considerações que fiz em “O futuro do rádio”. Abaixo, leia a reprodução do artigo de Gilson Souto Maior:

O Rádio e a Rede

Num artigo onde ele faz abordagem sobre o marcado do Rádio e TV, o conhecido homem de comunicação Fernando Morgado, fala sobre os futurólogos do setor que pregavam a extinção de determinadas formas de comunicação todas as vezes que surgiam novidades tecnológicas.  E o Rádio sempre foi visto como a bola da vez, não sendo, portanto, nenhuma novidade que alguns continuem assim pensando.

Por toda a sua tradição e por ser o veículo de público mais heterogêneo de todas as mídias, o Rádio sempre foi alvo dessa profecia que está caindo por terra, a cada dia, pois com a evolução na forma de transmissão, já ficou comprovado, não serem sinônimos de extinção as linguagens comunicativas.

O que se pode observar, atualmente, é que a internet está popularizando, ainda mais, o Rádio e, segundo alguns estudiosos, trazendo de volta um público que havia perdido o hábito de usar os aparelhos de rádio – o público jovem. O espaço está mais aberto para pessoas e empresas lançarem novas emissoras e, com isso, surge um campo aberto para novas músicas, oportunizando ainda o aparecimento de novos locutores, produtores, novos programas e marcas.

Ao ouvir rádio com o apoio das novas tecnologias, através da rede mundial de computadores, todos nós fomos transformados em cidadãos do mundo. Com o telefone celular, por exemplo, você pode levar o mundo também no bolso ou na sua bolsa. São as convergências das mídias fazendo esta união, cada vez mais forte com a internet, unindo o nosso querido e popular veículo – o rádio – e, com o apoio dela, convergindo para outras mídias.

“O rádio na internet é, ainda, a sociedade oral recuperando o poder e a importância que perdeu para a sociedade letrada” (Kerckhove-2007).

Vivemos, na verdade, um momento dos mais positivos para o Rádio, que por sua vez, vive uma fase de maior interação com o público ouvinte, que pode se comunicar através de e-mails, sala de bate-papo e interferir mais instantaneamente na programação.

Vivenciamos, também, um momento mais democrático, onde os canais de comunicação são mais fáceis, incentivando-nos a uma participação mais efetiva ao usá-los, especialmente o Rádio.

Amigo do taxista, do caminhoneiro, da dona de casa e do torcedor de futebol, o rádio continua sendo o nosso amigo de todas as horas e o veículo de comunicação mais popular do país. Assim podemos afirmar: o Rádio e a Rede vão muito bem.

2 respostas
  1. Gilson Souto Maior says:

    Prezado Fernando

    Sempre leio os seus artigos. Gosto do jeito do amigo, permita-me assim tratá-lo, comentar assuntos do interesse dos que fazem a comunicação neste país. Honra-me,sobramaneira poder citá-lo nas minhas conversas com os amigos e nos papos com os alunos de comunicação da UEPB, em Campina Grande, com quem divido um pouco de conhecimento obtido nos meus mais de 40 anos atuando como jornalista aqui na Paraíba.
    Agradeço-lhe pelo elogio ao artigo, o qual, por sinal, foi inspirado nas suas sábias colocações.

    Saudações – Gilson Souto Maior

  2. Maria de Fátima Santos Melo says:

    Boa tarde Gilson trabalhei na Telpa, tempo atras e gostaria de manter contato com D. Manoel de Deus Alves. Por onde ele anda? Onde ele está? Qual o orgão? Abraço Fátima Santos Melo

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