O Rádio faz a sua estréia em Cannes

Publicado em: 07/06/2005

Junho é o mês de Cannes para os publicitários do mundo todo. Cannes Tem a mesma importância do Oscar para todos que gostam de cinema. Mas o Festival de Cannes de 2005 traz uma novidade: pela primeira vez o Rádio fará parte do Festival e o jurado brasileiro nessa categoria é o nosso Lula – Lula Vieira, Sócio Diretor da VS Comunicação, apaixonado pelo Rádio desde a juventude.
Por Chico Socorro

Em função de sua paixão pelo Rádio, Lula reuniu um acervo com mais de cinco mil jingles e peças de rádio e que estão disponibilizados na ESPM de São Paulo.

Essa presença do Rádio no Cannes Lions coincide com uma série de fatos que apontam para uma valorização do Rádio como mídia entre nós. É o Lula quem afirma: “depois de muito tempo no ostracismo, o meio Rádio voltou a ter peso no mercado brasileiro. Houve uma modernização fenomenal das emissoras que investiram muito na digitalização e na qualidade das transmissões. A programação também evoluiu verticalmente. Tem  rádio AM que está ganhando em volume de audiência de alguns programas de televisão”. E Lula cita o programa do padre Marcelo Rossi no Sistema Globo de Rádio.

Coincidentemente, foi encerrado no dia 20 de maio o 23º. Congresso Brasileiro de Radiodifusão em Brasília em que o Rádio foi alvo especial  de atenções.  Discutida a questão da escolha do modelo de Rádio e TV digital que será utilizado no Brasil, ficou claro que o modelo para o meio Rádio poderá ser decidido ainda este ano.

Um outro aspecto da evolução do Rádio está na forma do uso publicitário do meio.

Além da idéia de criar e produzir peças  menores, de 5, 10 segundos de duração, Lula ensina que: ‘ninguém está mais restrito aos spots e ao jingles. As fórmulas são múltiplas, mais audaciosas e focadas na segmentação que é a essência do rádio. O jingle e spot ganharam primos e essa diversidade precisa ser contemplada pelos criativos. Podemos fazer promoções, merchandising, usar o comunicador, criar novelinhas, etc ““.

O Rádio, de cujas entranhas nasceu a própria Televisão (os primeiros artistas da TV vieram do Rádio) foi, de certa forma “esmagado” pelo meio que aliou a imagem ao áudio.  Por outro lado, o surgimento, há 40 anos, dos vários prêmios de publicidade em que a Televisão acabou assumindo o papel de estrela maior, colaborou para  que o Rádio fosse gradualmente marginalizado nas agências de publicidade. Noutras palavras, verificou-se  a ascensão vertiginosa da TV de um lado e o ostracismo gradual do Rádio do outro.

Acreditamos firmemente que o processo de revalorização do Rádio depende muito de como esse meio é percebido pelos publicitários, em especial pelos profissionais de Criação. Dito de outra forma, é preciso reconstruir o “Glamour” do Rádio como meio publicitário eficaz, ressaltando as suas  virtudes intrínsecas: o Rádio como companheiro  e como o único meio que desperta a imaginação. Que venha Cannes e que o Rádio mostre, de vez, que é uma Mídia perene e charmosa.


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