O rádio fez o sucesso que devia?

Publicado em: 29/06/2009

O rádio trouxe mais alegrias do que tristezas. É vero essa afirmativa? Claro que sim, pois o rádio dependendo do uso poderia servir de terapia para certas pessoas que enfrentavam problemas de diversas montas. Os rádios captavam os sinais, os sons das emissoras de rádios e colocavam-nos a disposição dos ouvintes.

Uma programação musical repleta de alegrias para um teatro de operações preparado por aficionados deste aparelho de som tão importante para a humanidade. Naqueles anos de 1930, toda música que ia ao ar era feita ao vivo. As emissoras tinham orquestras, e não discotecas. O estúdio de transmissão parecia mais uma sala de concertos, era ocupada, de manhã e à tarde, por músicos que apoiavam os elencos teatrais, por cantores e pelos artistas. Apesar do fonógrafo já ter sido inventado, não se via sua utilidade imediata na produção radiofônica.

Esta afirmativa está corretíssima, visto que os shows retransmitidos pelas emissoras de rádio eram ao vivo, pois a tecnologia se arrastava e ainda não tínhamos equipamentos possantes como os de hoje, mas apesar das dificuldades foi nesta época que o rádio viveu sua época de ouro. Muitos profissionais de rádio faziam de sua profissão um ato de amor. Os programas tinham qualidade, a ética sempre estava presente nas transmissões de radiodifusão. O rádio AM (Amplitude Modulada) era o boom do momento. Surgiram muitas marcas famosas, mas o ouvinte estava mais atento a programação. Procurava ouvir seu speaker preferido, aquele da voz mais sensual, da voz mais bonita. As ladyspeakers também disponibilizavam sua voz macia, sensual para deleite de seus admiradores. As radionovelas faziam sucesso demais e a cada capítulo a expectativa do ouvinte aumentava em proporções grandiosas. As emissoras de rádio em sua maioria dispunham de orquestras musicais, conjuntos, casts de cantores e cantoras de primeira linha.

Os programas de auditório normalmente aos sábados e domingos faziam a alegria do povo na época áurea da radiodifusão. O rádio sofreu um pouco com o surgimento da televisão, visto que muitos radialistas migraram para a mídia televisiva que carecia de profissionais para engrandecer o grande invento. Com o surgimento da publicidade a situação ficou normalizada, pois os radialistas ou speakers como queiram, passaram a usufruir mais um pouco, e a arrecadação com comerciais fizeram as emissoras de rádio voltar ao seu lugar de destaque. Muitos profissionais em cada Estado da Federação fizeram nome no rádio e hoje a história está aí para ser contada e comprovada e imantar o que estamos relatando. Preferimos não citar nomes para não cometermos injustiças. Dizem que os discos eram os intrusos, os estranhos no ninho, pois afetavam os cantores (as) que faziam seus shows ao vivo. Foi na inserção dos discos nas emissoras de rádio que surgiram as discotecas. E aos poucos elas foram tomando espaço dos grandes cantores.

Lamentamos, mas não podemos jamais ir de encontro ao avanço tecnológico. As rádios tradicionais tiveram que dividir espaço com as emissoras novas, que surgiam dia a dia e daí começou a concorrência entre elas. Com o surgimento de outras emissoras, veio a tão ambicionada concorrência e o nome audiência estava em voga. Os discos entraram no rádio com uma fama muito ruim. “Um péssimo hábito”, diziam os intérpretes, com medo da concorrência daquelas puas metálicas.

“Uma deslealdade para com o público”, opinavam os diretores responsáveis. “Uma imperdoável falta de imaginação”, reclamavam os ouvintes percebendo a farsa, porque os fonógrafos funcionavam a manivela, e no melhor da peça a corda se esgotava e a música saía chorada. Vejam com as coisas mudam com o passar do tempo. Hoje qualquer pessoa que tem uma voz melodiosa, uma boa estrofe, uma boa partitura, um bom ritmo almeja como toda felicidade gravar.  O azimute preferencial será o Cd, com som de primeira qualidade, visto que os discos de cera e vinil saíram de moda e as gravadoras aderiram à tecnologia do momento. O Cd apesar de apresentar suas vantagens concorre com as desvantagens, pois a durabilidade depende da boa conservação que você proporcionará a ele. Outro assunto que preocupam os cantores é a pirataria que invadiu o meio fonográfico brasileiro. O mercado do rádio também foi atingido, pois não se consegue mais adquirir aparelhos de rádios de boa procedência e qualidade. As marcas famosas parecem desaparecer do mercado nos preocupa.

Tudo tem seu tempo, seu momento, seu preço e sua hora. Surgiram os rádios a pilha, outra novidade que de certo modo revolucionou, pois se transformou no fiel escudeiro do trabalhador. Para onde ele vai não se esquece do seu radinho de pilha. Ah! Que tempo bom que não volta mais e essas raridades do passado só poderemos encontrá-los em mãos de colecionadores ou em museus. Pegando uma carona amiga com o grande profissional de rádio José Ignácio López Vigil, queremos denotar que muita coisa passou por debaixo da ponte e marcou a história com letras maiúsculas e que hoje chamamos na linguagem midiática de “caixa alta”.

“A voz humana ia e vinha sem precisar ser decifrada por nenhum alfabeto. E se a voz viajava então a música também podia viajar. Qualquer ruído podia. O som interrompia para sempre a escravidão da distância. Mesmo em um pequeno teatro, os atores e as atrizes precisam projetar a voz para serem ouvidos nas últimas fileiras. E, no entanto, com aquele aparelhinho movido a manivela, as palavras podiam ser impulsionadas, sem esforço, a quase trezentos mil quilômetros por segundo, quebrando qualquer barreira do espaço. Momentos de lucidez que não irão se apagar nunca de nossa memória”. Diante de fatos históricos, conversas bonitas, rádios e mais rádios surgiram no écran da comunicação, desde o rabo quente até os transistorizados. Dia a dia a tecnologia trazia coisas novas para a radiodifusão. Fitas magnéticas, gravadores, tocas discos de última geração fizeram o rol e o sucesso do rádio no decorrer dos tempos.

Mesmo com o avanço da tecnologia jamais nos esqueceremos do rádio do nosso tempo de criança. Hoje com todo aparato a disposição dos profissionais do rádio estamos capiongos, triste, macambúzios, tristonhos e piongos. Na edição de rádio vemos e lidamos com mesas de som modernas, computadores, sonoplastas tarimbados, mas o que temíamos aconteceu, a qualidade da programação radialistica caiu a quase zero. O que vemos hoje na psicosfera do rádio? Palavras de duplo sentido, pornografia, palavras de baixo calão, frases cheias de baixarias, programas sem cultura e o mais vergonhoso é que profissionais não são regidos pelas leis trabalhistas, visto que as emissoras para se esquivarem de pagar salários e obrigações sociais, arrendam espaços, ou vendem uma, duas, ou três horas para o radialista que irá lutar por uma boa publicidade para o sustento da família, (o) ganha pão tão propalado que o permissionário da emissora que ainda quer levar vantagem nas publicidades benfeitoras do arrendatário.

A situação é preocupante, pois estamos na era do rádio digital e muitas emissoras que funcionam ao sabor do vento, se não fizerem um grande planejamento para receberem a digitalização irão fechar ou cerrar as portas de uma vez. Como diria o grande José Ignácio López Vigil – “Com os discos vieram os disc jockeys. E com estes, surgiram os espaços mais importantes de todos os tempos e de todas as emissoras: os espaços de música variada. Um animador coloquial, bem-humorado, vai apresentando as músicas, uma após outra, cumprimentando os ouvintes, atendendo aos seus pedidos. A função é entreter. O perigo é a rotina. De nada servirão os bons propósitos feitos a partir das pesquisas, se não encontrarmos mecanismos para tornar operativos os resultados. Como variar a música, como fazer a mistura? Propomos cinco variáveis a considerar: idade, nacionalidade, gênero, ritmo e intérprete.

Caro amigo Ignácio nos rádios AM e FM a programação caiu no descrédito e na rotina, pois as grandes programações deram lugar à astrologia, a horóscopos e “adivinhações”, até a mesa redonda participa do palco das grades radialísticas para descobrirmos o nada. Nosso posicionamento sobre o rádio aqui em nosso Estado é este. Fundamos uma Associação de Ouvintes de Rádio (AOUVIR) e alguns radialistas dizem que estão sendo censurados, mas a missão da associação é melhorar a qualidade da programação das emissoras de rádio local. Fizemos um projeto para o Museu do Rádio Cearense, mas infelizmente não contamos com a ajuda de ninguém, a não ser dos valorosos associados que já estão se mobilizando no intuito de conseguir ou adquirir peças raras, para que Fortaleza possa ser brindada com um museu de grande valia para a difusão deste valioso evento.

Voltando a música em primordial aos discos, a briga entre as gravadoras é grande e os lançamentos que acabam de chegar ao mercado, mas não caíram no gosto do público, podem causar ou gerar grandes polêmicas entre os divulgadores. Vai depender da boa promoção (e não do “jabá”) que se fizer. Aliás, a nomenclatura jabá, boi, está na moda na mídia marron. Os sucessos estão na mídia radiofônica, mas dependem do empenho do radialista para alcançar a audiência tão desejada e o que estão gravando nem sempre cai no gosto popular. Aí entra a inteligência e a perspicácia do profissional de rádio.    As músicas que as pessoas cantarolam na rua, que grudam mais que chiclete. Os discos de atualidade, que correspondem, em geral, aos do ano. Em alguns países a desatualização musical é mais acelerada, chegando a períodos de semestre e até menos. E, por último, os discos de ontem, os que nos fazem lembrar e sentir saudade.

Os seminovos, de dois anos e os antigos, que são seleções musicais de dois lustros, os superantigos, de duas décadas, e os de museu, com trinta, quarenta e até mais anos nos sulcos. Seleções musicais que caíram de moda, mas não do gosto popular, mesmo que os apreciadores destas músicas sejam enquadrados como quadrados e fora de órbita. Hoje nenhuma à música escapa do gosto popular, visto que os tais desvirtuamentos exagerados dos belos sons, e das excelentes músicas são totais e de uma fragilidade enorme, mas no frigir dos ovos as antigas estão fazendo mais sucesso. Amigos esta é a situação dolorosa da radiofonia cearense e aí perguntamos qual a função e destinação da carteira de trabalho do radialista? Do sindicato da categoria? A overdose de programas religiosos nos deixa sem opção para deleitarmos uma boa música, um excelente programa cultural, ou programas voltados para a história e a cultura geral entre outros.  Os grandes cantores que fizeram sucesso com a velha guarda, com a jovem guarda, o forró pé de serra, a bossa nova, os chorinhos, as músicas românticas sejam ressuscitados todos os dias, e que os grandes cantores de ontem e de hoje possam ser mais ouvidos pelo público.

Outro assunto que nos preocupa é a cessão de horário para programas de torcidas organizadas, estes programas tem causado polêmicas e até morte entre torcidas rivais. Amigos o rádio continua sendo cultura. A pornografia, as músicas de duplo sentido, os palavrões, as sentenças imorais não estão disponibilizadas nos lugares mais refinados, os ouvidos dos ouvintes de rádio. Zelamos por uma programação mais humana, cultural, alegre e divertida, onde crianças e adultos possam se deleitar com que esta grande invenção, mas parece que alguns profissionais querem tirar proveito desse meio de comunicação para uma possível candidatura e outras vantagens que só o radialista egoísta, orgulhoso, invejoso, materialista e capitalista ao extremo pode auferir driblando as normas e regulamentos tanto das emissoras como do Código de Ética. Pensem nisso!

O rádio trouxe mais alegrias do que tristezas. É vero essa afirmativa? Claro que sim, pois o rádio dependendo do uso poderia servir de terapia para certas pessoas que enfrentavam problemas de diversas montas. Os rádios captavam os sinais, os sons das emissoras de rádios e colocavam-nos a disposição dos ouvintes.

Uma programação musical repleta de alegrias para um teatro de operações preparado por aficionados deste aparelho de som tão importante para a humanidade. “Naqueles anos de 1930, toda música que ia ao ar era feita ao vivo. As emissoras tinham orquestras, e não discotecas. O estúdio de transmissão parecia mais uma sala de concertos, era ocupada, de manhã e à tarde, por músicos que apoiavam os elencos teatrais, por cantores e pelos artistas. Apesar do fonógrafo já ter sido inventado, não se via sua utilidade imediata na produção radiofônica”.

Esta afirmativa está corretíssima, visto que os shows retransmitidos pelas emissoras de rádio eram ao vivo, pois a tecnologia se arrastava e ainda não tínhamos equipamentos possantes como os de hoje, mas apesar das dificuldades foi nesta época que o rádio viveu sua época de ouro. Muitos profissionais de rádio faziam de sua profissão um ato de amor. Os programas tinham qualidade, a ética sempre estava presente nas transmissões de radiodifusão. O rádio AM (Amplitude Modulada) era o boom do momento. Surgiram muitas marcas famosas, mas o ouvinte estava mais atento a programação. Procurava ouvir seu speaker preferido, aquele da voz mais sensual, da voz mais bonita. As ladyspeakers também disponibilizavam sua voz macia, sensual para deleite de seus admiradores. As radionovelas faziam sucesso demais e a cada capítulo a expectativa do ouvinte aumentava em proporções grandiosas. As emissoras de rádio em sua maioria dispunham de orquestras musicais, conjuntos, casts de cantores e cantoras de primeira linha.

Os programas de auditório normalmente aos sábados e domingos faziam a alegria do povo na época áurea da radiodifusão. O rádio sofreu um pouco com o surgimento da televisão, visto que muitos radialistas migraram para a mídia televisiva que carecia de profissionais para engrandecer o grande invento. Com o surgimento da publicidade a situação ficou normalizada, pois os radialistas ou speakers como queiram, passaram a usufruir mais um pouco, e a arrecadação com comerciais fizeram as emissoras de rádio voltar ao seu lugar de destaque. Muitos profissionais em cada Estado da Federação fizeram nome no rádio e hoje a história está aí para ser contada e comprovada e imantar o que estamos relatando. Preferimos não citar nomes para não cometermos injustiças. Dizem que os discos eram os intrusos, os estranhos no ninho, pois afetavam os cantores (as) que faziam seus shows ao vivo. Foi na inserção dos discos nas emissoras de rádio que surgiram as discotecas. E aos poucos elas foram tomando espaço dos grandes cantores.

Lamentamos, mas não podemos jamais ir de encontro ao avanço tecnológico. As rádios tradicionais tiveram que dividir espaço com as emissoras novas, que surgiam dia a dia e daí começou a concorrência entre elas. Com o surgimento de outras emissoras, veio a tão ambicionada concorrência e o nome audiência estava em voga. Os discos entraram no rádio com uma fama muito ruim. “Um péssimo hábito”, diziam os intérpretes, com medo da concorrência daquelas puas metálicas.

“Uma deslealdade para com o público”, opinavam os diretores responsáveis. “Uma imperdoável falta de imaginação”, reclamavam os ouvintes percebendo a farsa, porque os fonógrafos funcionavam a manivela, e no melhor da peça a corda se esgotava e a música saía chorada. Vejam com as coisas mudam com o passar do tempo. Hoje qualquer pessoa que tem uma voz melodiosa, uma boa estrofe, uma boa partitura, um bom ritmo almeja como toda felicidade gravar.  O azimute preferencial será o Cd, com som de primeira qualidade, visto que os discos de cera e vinil saíram de moda e as gravadoras aderiram à tecnologia do momento. O Cd apesar de apresentar suas vantagens concorre com as desvantagens, pois a durabilidade depende da boa conservação que você proporcionará a ele. Outro assunto que preocupam os cantores é a pirataria que invadiu o meio fonográfico brasileiro. O mercado do rádio também foi atingido, pois não se consegue mais adquirir aparelhos de rádios de boa procedência e qualidade. As marcas famosas parecem desaparecer do mercado nos preocupa.

Tudo tem seu tempo, seu momento, seu preço e sua hora. Surgiram os rádios a pilha, outra novidade que de certo modo revolucionou, pois se transformou no fiel escudeiro do trabalhador. Para onde ele vai não se esquece do seu radinho de pilha. Ah! Que tempo bom que não volta mais e essas raridades do passado só poderemos encontrá-los em mãos de colecionadores ou em museus. Pegando uma carona amiga com o grande profissional de rádio José Ignácio López Vigil, queremos denotar que muita coisa passou por debaixo da ponte e marcou a história com letras maiúsculas e que hoje chamamos na linguagem midiática de “caixa alta”.

“A voz humana ia e vinha sem precisar ser decifrada por nenhum alfabeto. E se a voz viajava então a música também podia viajar. Qualquer ruído podia. O som interrompia para sempre a escravidão da distância. Mesmo em um pequeno teatro, os atores e as atrizes precisam projetar a voz para serem ouvidos nas últimas fileiras. E, no entanto, com aquele aparelhinho movido a manivela, as palavras podiam ser impulsionadas, sem esforço, a quase trezentos mil quilômetros por segundo, quebrando qualquer barreira do espaço. Momentos de lucidez que não irão se apagar nunca de nossa memória”. Diante de fatos históricos, conversas bonitas, rádios e mais rádios surgiram no écran da comunicação, desde o rabo quente até os transistorizados. Dia a dia a tecnologia trazia coisas novas para a radiodifusão. Fitas magnéticas, gravadores, tocas discos de última geração fizeram o rol e o sucesso do rádio no decorrer dos tempos.

Mesmo com o avanço da tecnologia jamais nos esqueceremos do rádio do nosso tempo de criança. Hoje com todo aparato a disposição dos profissionais do rádio estamos capiongos, triste, macambúzios, tristonhos e piongos. Na edição de rádio vemos e lidamos com mesas de som modernas, computadores, sonoplastas tarimbados, mas o que temíamos aconteceu, a qualidade da programação radialistica caiu a quase zero. O que vemos hoje na psicosfera do rádio? Palavras de duplo sentido, pornografia, palavras de baixo calão, frases cheias de baixarias, programas sem cultura e o mais vergonhoso é que profissionais não são regidos pelas leis trabalhistas, visto que as emissoras para se esquivarem de pagar salários e obrigações sociais, arrendam espaços, ou vendem uma, duas, ou três horas para o radialista que irá lutar por uma boa publicidade para o sustento da família, (o) ganha pão tão propalado que o permissionário da emissora que ainda quer levar vantagem nas publicidades benfeitoras do arrendatário.

A situação é preocupante, pois estamos na era do rádio digital e muitas emissoras que funcionam ao sabor do vento, se não fizerem um grande planejamento para receberem a digitalização irão fechar ou cerrar as portas de uma vez. Como diria o grande José Ignácio López Vigil – “Com os discos vieram os disc jockeys. E com estes, surgiram os espaços mais importantes de todos os tempos e de todas as emissoras: os espaços de música variada. Um animador coloquial, bem-humorado, vai apresentando as músicas, uma após outra, cumprimentando os ouvintes, atendendo aos seus pedidos. A função é entreter. O perigo é a rotina. De nada servirão os bons propósitos feitos a partir das pesquisas, se não encontrarmos mecanismos para tornar operativos os resultados. Como variar a música, como fazer a mistura? Propomos cinco variáveis a considerar: idade, nacionalidade, gênero, ritmo e intérprete.

Caro amigo Ignácio nos rádios AM e FM a programação caiu no descrédito e na rotina, pois as grandes programações deram lugar à astrologia, a horóscopos e “adivinhações”, até a mesa redonda participa do palco das grades radialísticas para descobrirmos o nada. Nosso posicionamento sobre o rádio aqui em nosso Estado é este. Fundamos uma Associação de Ouvintes de Rádio (AOUVIR) e alguns radialistas dizem que estão sendo censurados, mas a missão da associação é melhorar a qualidade da programação das emissoras de rádio local. Fizemos um projeto para o Museu do Rádio Cearense, mas infelizmente não contamos com a ajuda de ninguém, a não ser dos valorosos associados que já estão se mobilizando no intuito de conseguir ou adquirir peças raras, para que Fortaleza possa ser brindada com um museu de grande valia para a difusão deste valioso evento.

Voltando a música em primordial aos discos, a briga entre as gravadoras é grande e os lançamentos que acabam de chegar ao mercado, mas não caíram no gosto do público, podem causar ou gerar grandes polêmicas entre os divulgadores. Vai depender da boa promoção (e não do “jabá”) que se fizer. Aliás, a nomenclatura jabá, boi, está na moda na mídia marron. Os sucessos estão na mídia radiofônica, mas dependem do empenho do radialista para alcançar a audiência tão desejada e o que estão gravando nem sempre cai no gosto popular. Aí entra a inteligência e a perspicácia do profissional de rádio.    As músicas que as pessoas cantarolam na rua, que grudam mais que chiclete. Os discos de atualidade, que correspondem, em geral, aos do ano. Em alguns países a desatualização musical é mais acelerada, chegando a períodos de semestre e até menos. E, por último, os discos de ontem, os que nos fazem lembrar e sentir saudade.

Os seminovos, de dois anos e os antigos, que são seleções musicais de dois lustros, os superantigos, de duas décadas, e os de museu, com trinta, quarenta e até mais anos nos sulcos. Seleções musicais que caíram de moda, mas não do gosto popular, mesmo que os apreciadores destas músicas sejam enquadrados como quadrados e fora de órbita. Hoje nenhuma à música escapa do gosto popular, visto que os tais desvirtuamentos exagerados dos belos sons, e das excelentes músicas são totais e de uma fragilidade enorme, mas no frigir dos ovos as antigas estão fazendo mais sucesso. Amigos esta é a situação dolorosa da radiofonia cearense e aí perguntamos qual a função e destinação da carteira de trabalho do radialista? Do sindicato da categoria? A overdose de programas religiosos nos deixa sem opção para deleitarmos uma boa música, um excelente programa cultural, ou programas voltados para a história e a cultura geral entre outros.  Os grandes cantores que fizeram sucesso com a velha guarda, com a jovem guarda, o forró pé de serra, a bossa nova, os chorinhos, as músicas românticas sejam ressuscitados todos os dias, e que os grandes cantores de ontem e de hoje possam ser mais ouvidos pelo público.

Outro assunto que nos preocupa é a cessão de horário para programas de torcidas organizadas, estes programas tem causado polêmicas e até morte entre torcidas rivais. Amigos o rádio continua sendo cultura. A pornografia, as músicas de duplo sentido, os palavrões, as sentenças imorais não estão disponibilizadas nos lugares mais refinados, os ouvidos dos ouvintes de rádio. Zelamos por uma programação mais humana, cultural, alegre e divertida, onde crianças e adultos possam se deleitar com que esta grande invenção, mas parece que alguns profissionais querem tirar proveito desse meio de comunicação para uma possível candidatura e outras vantagens que só o radialista egoísta, orgulhoso, invejoso, materialista e capitalista ao extremo pode auferir driblando as normas e regulamentos tanto das emissoras como do Código de Ética. Pensem nisso!

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