O rádio na internet necessita de um novo conceito?

Publicado em: 24/01/2006

Embora ainda não totalmente instalada e ainda não aclimatada com as diferenças da vida portuguesa, mando meu comentário desta semana. Por favor coloquem o trema na palavra lingüística, pois aqui não encontrei maneira.
Por Nair Prata

A questão principal do debate acerca da existência do rádio na Web é se, num novo suporte, o rádio como nós  conhecemos (transmissão hertziana) continua sendo rádio. Para entender este problema, busquei as bases na lingüística, ou seja, acredito que a linguagem é a chave da discussão. Assim respondo a algumas pessoas que têm me perguntado por que faço doutorado em lingüística e pesquisa em webradio.
Há dois anos tenho estudado este assunto na UFMG e agora estou aqui em Portugal para me juntar a outros pesquisadores que têm os mesmos interesses acadêmicos que eu.
A minha pesquisa começou pelo estudo da usabilidade das homepages das dez emissoras de rádio mais acessadas no Brasil. Usei como referência um famoso livro de Nielsen e Thair sobre a desconstrução de websites. Os autores determinam que uma homepage deva ser estudada a partir de 113 tópicos e foi isso que eu fiz. Junto com o meu grupo de pesquisa do Uni-BH (Centro Universitário de Belo Horizonte), desconstruímos as homes das dez webradios mais acessadas. Ainda não cheguei a uma conclusão mais definitiva, por isso estou aqui na Universidade do Minho fazendo este estágio.
Acredito que a radiofonia precisa de uma nova conceituação a partir da sua existência na Web. Meu objetivo é propor novos conceitos a partir de dois tópicos: o gênero e a interação.
E você, leitor do Caros Ouvintes, acredita que o rádio na Internet necessite de um novo conceito? Ou acredita que o conceito de rádio hertziano serve para o rádio na Web?
*Nair Prata: jornalista, mineira, 18 anos em emissoras de rádio, principalmente na Rádio Itatiaia. Fez especialização em Novas tecnologias em Comunicação, Mestrado em Comunicação (Universidade São Marcos-SP). Ganha o Prêmio Intercom 2001 de Melhor Dissertação de Mestrado do Ano na categoria Rádio e TV. É doutoranda em Lingüística, na UFMG, com pesquisa em webradio. É professora do Uni-BH (Centro Universitário de Belo Horizonte) há 10 anos. Lá trabalha na graduação, nas disciplinas Radiojornalismo e Produção e Edição em Rádio; na pós-graduação coordena o curso de especialização “Criação e Produção em Mídia Eletrônica: Rádio e TV e ministra as disciplinas Criação e Produção em Rádio e Rádio e TV na Internet” e também é, atualmente, a assessora de imprensa do Uni-BH”.


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