O rádio nas ruas

Publicado em: 17/10/2010

Nesta semana minha curiosidade orientou-se para a volta do rádio às ruas e acabei batendo os olhos num post do blog de Roberto Almeida, de Garanhuns, Pernambuco, do qual capturei algumas informações. Apesar da força da internet e de suas redes sociais e do poder da da televisão, o rádio ainda hoje é o veículço comunitário por excelência. Um belo exemplo vem de Pernambuco onde comunicadores populares, defensores dos valores regionais, estão levando seus programas às comunidades.

Marcos Cardoso, com música de serestas ou bregas, vai aos bares da periferia ou cidades vizinhas interagir com os ouvintes. Zezinho de Garanhuns, contador de causos, cantor de primeira de toadas com sabor bem nordestino, está indo às feiras. Gláucio Costa faz seu programa em sítios e bairros de Garanhuns, tocando forró pé-de-serra e distribuindo ao povo que lhe prestigia leite, cuscuz, café e outros produtos regionais. No Recife e Olinda, é Ruy Sarinho que está levando o rádio às ruas.

Programas como Violência Zero e Banco de Feira foram apresentados no bairro da Macaxeira, Recife, no Forrozão Popular da Macaxeira, em uma festa preparada pelos moradores em homenagem às equipes das emissoras. Por que será que aqui preferimos – se é que preferimos – aqueles intermináveis bate-papos de estúdio agora até com transmissão de imagens pela web?  Se o rádio, especialmente o AM, não vai às ruas não é por barreiras tecnológicas, nem pela falta de talentos. Isso tem de sobra. Falta vontade, imaginação ou o quê? (A música usada em BG neste podcast é interpretada por Flávio José)

PS Pouco antes de publicar este post/podcast comentei  o assunto com o Severo e o o Fernando Morgado. Pois o Morgado acaba de mandar um email: “Você tem toda a razão! As rádios deveriam estar mais presentes (inclusive fisicamente) em todos os pontos das cidades. Não só as emissoras ganhariam qualidade e visiblidade, como toda a mídia ocuparia um espaço ainda maior na mente e no cotidiano das pessoas.

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