O rapto da moça

Publicado em: 10/06/2012

Houve um tempo em que as moças – que aqui a gente chama ou de guria ou de rapariga -, “pulavam a janela”, como se diz, e fugiam de casa com seus amados sob as bênçãos de toda a família que, previamente alertada, ia dormir mais cedo para não botar empecilho. No dia seguinte, as mães das moças, emocionadas, iam, de porta em porta, confirmar o rapto com as comadres e os pais dos moços com os compadres, orgulhosos dos filhos e do sucedido. Aqui a gente ama assim, ingenuamente, intensamente. Tanto é verdade, que conduzimos nossos mortos à sua morada eterna, por uma rua chamada Avenida da Saudade. Não é lindo? Pelo Dia dos Enamorados

0 respostas

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *