O veneno do Maciel

Publicado em: 11/08/2013

Foi em junho de 1990. Sob o comando da Fundação Nossa Senhora do Rocio, a Rádio Clube Paranaense contava com alguns sacerdotes em sua administração. A linha de conduta dos funcionários certamente era uma das suas preocupações.

Um dia, um padre ligado à Rádio chamou para uma conversa particular os responsáveis pelo Departamento Comercial, Julio Mazepa e Emilson Pohl. Eles, após um período em que haviam trabalhado em empresas distintas, haviam voltado a trabalhar juntos na Bedois.

Depois de muitos rodeios, cheio de constrangimento, o padre criou ânimo e, com muito respeito, perguntou se eles tinham entre si alguma ligação amorosa, em resumo, se eles eram um casal.

O impacto da pergunta deixou atônitos os dois eficientes profissionais.

Depois, começaram a rir e foram às gargalhadas. E descobriram que o culpado daquele constrangedor equívoco era o Véio Zuza – esse era o apelido do Luiz Nivaldo Maciel.

Emilson e Júlio formavam uma excelente dupla de vendedores e estavam sempre juntos nas visitas às agências de propaganda e aos clientes diretos. Assim, saiam juntos, voltavam juntos, frequentemente no mesmo carro. Gozador inveterado, o Luiz Nivaldo os chamava de “Casal 20”. Era a maior gozação.

Estando em Roma com a equipe de Lombardi Júnior, na Copa do Mundo de 90, o Véio Zuza maldosamente enviou uma “cartolina postale”, assim os italianos chamam os conhecidos cartões postais que são remetidos sem envelope. O cartão chegou à Rádio e foi lido por todo mundo. Estava escrito no cartão:

“Agora que vocês voltaram a formar o “Casal 20″, Roma seria o local ideal para a Lua de Mel”.

Todo mundo entendeu que era gozação, menos o ingênuo e zeloso sacerdote.

O Luiz Nivaldo festejou com gargalhadas a confusão que arrumou para os seus amigos.

E os nossos arquivos ganharam mais um fato cômico.

Cartão enviado de Roma por Luiz Nivaldo Maciel. A gozação deixou Júlio Mazepa e Emilson Pohl em maus lençóis, provocando muitas gargalhadas da turma da Bedois.

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