Ondas enfraquecidas: cinco ângulos de uma realidade cansada **

Publicado em: 29/01/2013

Por que agências e anunciantes não se esforçam em veicular no rádio peças específicas e mais criativas? Meio & Mensagem consultou alguns profissionais de diferentes segmentos para apontar caminhos para estabelecer conexões mais criativas com o público radiofônico.

Emissora

Fernando di Genio. Presidente da Mix FM

“O rádio hoje é, basicamente, um veículo outdoor. Não apenas dentro dos carros, mas também nos celulares. Estamos com nossos ouvintes no metrô, no ônibus, nos parques. Falamos com o público em trânsito. Somada a esse fato, a tecnologia da imagem evoluiu absurdamente nos últimos anos, o que torna esse universo ainda mais sedutor e cheio de possibilidades. Não acredito que a criação publicitária trate o rádio como ‘mídia menor’ de forma consciente. Muitos criativos ouvem rádio. O problema é que nunca foram acostumados a ‘pensar’ em rádio. No Brasil, desde cedo, quase que só se pensa em storyboards, filmes, fotos e imagens. Considere, ainda, que as peças com imagem dão mais visibilidade e prêmios aos profissionais de criação. Isso acaba tornando o trabalho publicitário para o rádio menos atrativo. Mesmo sendo muito eficiente, quando feito de forma acertada. Um bom jingle que embala um comercial de TV precisa ir para o rádio. Nada mais correto. Entretanto, a mera reprodução de uma campanha de TV no rádio me soa como ‘preguiça criativa’.”

** A matéria foi originalmente publicada na edição de meio&mensagem de 21/01/2013. Além do texto da repórter Beatriz Lorente que publicamos no dia 28/01, você poderá ler os depoimentos de Fernando di Genio, João Livi, Zenna Lopes e Fernando Julianelli nos próximos dias 30 e 31 de janeiro e 01 e 02 de fevereiro, aqui no Caros Ouvintes. (Colaborou Mazzuco Júnior)

Leia mais: http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/em_perspectiva/2013/01/22/Ondas-enfraquecidas.html#ixzz2JJbeEa6l

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