Onde andam os sons e ruídos das matérias de rádio?

Publicado em: 17/02/2008

O ano letivo começou na Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina.  Propus para os alunos da disciplina de Radiojornalismo II a produção de matérias especiais. Isto é, que cada aluno elabore uma matéria especial que vá além do uso da voz e da palavra.
Por Ricardo Medeiros

O objetivo é dar o máximo de enfoque para sons, ruídos e trilhas. Esses recursos terão que provocar uma paisagem sonora na mente de quem vai ouvir a matéria. Os recursos deverão transportar o público para os diversos lugares contemplados na reportagem. Em resumo, através de sons, ruídos e trilhas, aliados a voz e texto, o aluno deve proporcionar às pessoas uma viagem auditiva.
No início alguns alunos ficaram reticentes quanto à proposta. Depois, foram relaxando e se empolgando. Creio que a grande maioria dos alunos, que em três turmas devem somar quase 70 pessoas, vai fazer um bom trabalho.
No rádio catarinense, infelizmente, não é tradição a produção de matérias especiais. Existem as tradicionais reportagens higiênicas, aquelas feitas ou só com texto, ou que utilizam textos aliados às sonoras. Nada além disso. Nada que dê ao ouvinte um passaporte para voar o mais rápido possível rumo a determinado acontecimento. Nada de sons de carros, apitaços, passos, nada de palavras de ordem, nada de sons de vidros quebrados, nada de choros.  Estamos acostumados a matérias, que arrisco dizer, silenciosas, apesar do áudio de alguma fonte. Onde os sons e ruídos de nossas matérias?
 


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