Os incríveis caminhos da história do tango

Publicado em: 18/02/2012

São muitos os caminhos da história do tango e alguns deles estão estreitamente ligados ao Brasil. A começar pela notável Chiquinha Gonzaga que em pleno século 19, mais precisamente em 1897 compôs o tango “Gaúcho” um sucesso que tornou a carioca Chiquinha conhecida internacionalmente.

Aliás, esse tango sofreu uma sucessiva variação de ritmo e arranjos até se tornar conhecido atualmente como o chorinho Corta a Jaca. Também é brasileiro o paulista Alfredo Le Pera, compositor, roteirista e jornalista que imortalizou Carlos Gardel com suas composições e por isso é reverenciado como o mais importante compositor de tangos de todos os tempos. E também são brasileiros alguns dos mais importantes historiadores que já se dedicaram a desvendar os incríveis caminhos do tango. Um deles, colaborador e conselheiro do Caros Ouvintes, hoje reside em Florianópolis. Falo de Agilmar Machado, radialista, jornalista, historiador e escritor catarinense – com quem converso a seguir.

Tiernamente é um tango com música de Agustín Bardi e letra de Mario Battistella, executado pela Orquesta Astor Piazzolla. Canta: Aldo Campoamor. A gravação Odeon 30357 16388 é do dia 15/04/1947 Buenos Aires.

Agilmar Machado é natural de Araranguá onde nasceu em 28 de julho de 1934 e começou brincando de locutor aos 13 anos quando se apaixonou pelos ritmos portenhos e cubanos.  É um jornalista e escritor, patrono e ocupante da cadeira 21 da Academia Criciumense de Letras (ACLe).
Iniciou-se profissionalmente na Comunicação aos 15, na Rádio Eldorado de Criciúma. Destacou-se no radiojornalismo como redator, apresentador e diretor em várias emissoras e dirigiu mais de uma dezena de jornais. É autor de obras literárias contendo aspectos regionais, sendo a mais destacada “História da Comunicação no Sul de Santa Catarina” e “O Tango no Brasil”. Tem participação ativa em  órgãos de divulgação, especialmente virtuais, no Brasil e no exterior. Aos 75 anos recebeu, por decreto legislativo municipal, cidadania de Laguna, hitórica cidade do Sul de Santa Catarina.

3 respostas
  1. Agilmar says:

    Caro Antunes, meus amigos.
    O papo informal, às vezes, trai nosso raciocínio.
    Assim foi que ao citar o início da carreira de Le Pera, no exterior – e consequentemente seu encontrfom com Gardel – eu desejo retificar que ocorreu am Paris (na Paramont) e não em NY.
    Nova Iorque foi outra etapa.
    Ambos chegaram a se reunir e arrancar de Charles Chaplin, o gênio do século XX, palavras de sincera admiração por ambos e deles se tornou amigos.
    Devo ter registro fotográfico de um desses encontros, juntamente com outras personalidades do cinema e das artes da época.

  2. Antunes Severo says:

    Caro, vamos partilhar essa “culpa”.
    Na gravação você chegou a mencionar que o Le Pera foi para a França, mas como a frase saiu meio mascada eu cortei ela na edição do áudio.
    Pardon.

  3. Márcia Valdetaro says:

    Primorosa a entrevista com Agilmar Machado. Parabéns a todos e, principalmente, a quem teve o privilégio de conhecer mais um pouquinho desse homem extremamente culto, sábio, e de uma simplicidade encantadora…

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