Palavra de mulher: Luciana Manfroi

Publicado em: 11/03/2013

Semana Internacional da Mulher | Depoimento | Repórter Cláudia Barbosa

 

Luciana Manfroi

É complicado escrever sobre condições sexuais, sociais, raciais, de credo e de cruz. Só sei que todas estas condições são inferiorizadas, e apontadas no calendário com datas marcadas: dia da árvore (desmatada), dia do índio (dizimado), dia da mulher (subjugada).

As que se sobressaem em suas profissões, com certeza, tiveram criações mais dinâmicas, com abertura para atitudes dentro da própria rede de tradições familiares. É lá que se começa a testar os limites de uma possibilidade que pode se dar com a ruptura da cadeia patriarcal que, há anos, impera nas condições de educação na família.

Por mais que a sociedade evolua em prol de uma igualdade, ainda assim as condições são diferenciadas conforme a atitude de quem as exerce. Homens e mulheres estão sendo testados, hoje em dia, na era da conectividade e das redes sociais digitais, por suas próprias atitudes e desempenhos. Há espaço para todas e todos, e isso depende mais de valores e de resultados, do que do sexo.

Ainda existe uma linha tênue entre o universo masculino e o feminino, não totalmente rompida. Mas homens e mulheres não querem mais reprimir características “obrigatórias” que antes eram de cada gênero. É interessante que todos possam ser tudo. Homens e mulheres podem ser fortes e fracos, e é fundamental que os papeis se alterem dependendo do contexto. Só neste sentido, a sociedade pode evoluir para uma igualdade, libertando-se dos estereótipos.

Luciana Manfroi, 44 anos, sem filhos | Publicitária, mestre em Análise do Discurso, Consultora de Conteúdo para Mídias Digitais

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