Palavra divina deve ser ouvida na rádio e no iPod

Publicado em: 26/10/2008

Numa mensagem tornada pública na sexta-feira (24/9), os bispos apontam para que “a voz da palavra divina deve ecoar igualmente através da rádio, dos canais Internet de difusão virtual em linha, os CD, os DVD, o iPod”, assim como “nos ecrãs de televisão e cinema, na imprensa e nos acontecimentos culturais e sociais”.

O Sínodo ressalva, contudo, que a nova forma de comunicação, por contraposição à maneira tradicional, adoptou a sua “própria gramática de expressão” e que convém estar-se preparado “técnica” e “culturalmente” para esta missão.

Os bispos do mundo inteiro, reunidos desde 05 de Outubro para debater sobre o tema “A Palavra de Deus”, apelam ainda a uma maior difusão da Bíblia, o livro sagrado dos cristãos, “na grande variedade de línguas do planeta”.

Numa outra mensagem, a “Mensagem ao Povo de Deus”, um texto de uma dezena de páginas, o Sínodo adoptou uma série de princípios do Papa, que ainda não foram divulgados, para reafirmar o carácter central da Bíblia e da sua interpretação religiosa na vida da Igreja Católica.

Bento XVI deverá basear-se nesses princípios para redigir uma “exortação apostólica”, um texto doutrinal dirigido ao clero do mundo inteiro e, por intermédio deles, a todos os fiéis.

A mensagem do Sínodo realça ainda o “diálogo respeitoso” com outras religiões, como o judaísmo e islamismo, sublinhando que “o cristão encontra afinidades com as grandes tradições religiosas do Oriente”, como o budismo, o hinduísmo e o confucionismo.

O Sínodo reiterou a “opção preferencial pelos pobres” da Igreja, cabendo ao cristianismo a missão de anunciar a “palavra divina” de esperança e partilhá-la com os mais carenciados e com “os que sofrem perante o testemunho da sua fé no Reino da verdade e da vida, de santidade e graça, justiça, amor e paz”.

Os bispos salientam que a Bíblia representa incessantemente o grito de dor que sobe da terra ao céu e que basta ler algumas das suas páginas para ver as “vigorosas denúncias” contra as injustiças sociais.

ER. Lusa/fim

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