Papo Livre 116: de peladeiro a locutor

Publicado em: 21/11/2010

E chegou a hora do nosso Papo Livre para eu contar causos pra vocês. Minha primeira experiência de falar ao microfone foi no serviço de alto-falantes da Igreja do Imaculado Coração de Maria, na Rua Nunes machado. Na comemoração do dia dos seus padroeiros, as igrejas faziam muita festa antigamente. Na que eu frequentava desde guri, já bem cedo o Alfredo Cruz soltava foguetes dando início às festividades. Nos fundos da igreja, na Rua Engenheiros Rebouças, havia o campo dos padres onde eu jogava bola com a rapaziada do bairro.

Ah, quanto pisão, quantas caneladas eu levei ali. Até hoje tenho marcas. Dia de festa ali se armavam as barraquinhas onde havia churrasco feito pelo Schane e outros abnegados, havia cerveja, muitos quitutes e variados tipos de diversões como a Roda da Fortuna, coelhinhos, Pesca Milagrosa e rifas ou leilões de brindes ofertados pelos paroquianos. E havia o serviço de alto-falantes onde meu irmão Clayton, meu amigo Amaury Stochero e eu anunciávamos as dedicatórias musicais feitas pelos paqueradores da época. Nós três, mais tarde, atuamos em emissoras de Rádio.
 
Aquelas festas de outrora mantinham a vizinhança unida e a gente conhecia todo mundo. Ao fim da tarde em geral havia a procissão com a imagem do santo padroeiro, a gente rezava, cantava e era feliz.
 
Foram tempos em que havia muita singeleza, as pessoas eram mais puras, bandido era coisa de filme e crime era coisa rara. Que pena que tudo isso acabou.

Este nosso Papo Livre transmitido pela Rádio Paraná Educativa AM 630 aos domingos, das 7 às 8 da manhã, é reproduzido no site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo.

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