Papo Livre 130: não se falava em colesterol naquele tempo

Publicado em: 13/03/2011

E chegou a hora do nosso Papo Livre para eu contar causos pra vocês. No meu tempo de guri o leite era entregue na casa da gente acondicionado em garrafas de vidro contendo um litro cada. As garrafas eram fechadas com tampas de papelão. Quando estava com pressa o leiteiro deixava as garrafas de entrega costumeira no piso do portão da frente da casa e recebia o pagamento depois. Naquela época o leite ainda não era pasteurizado, era gordo, com bastante nata com a qual muita gente fazia manteiga em casa. Não se falava em colesterol naqueles tempos.

O padeiro era outro fornecedor que já conhecia a freguesia e deixava os pães em casa, numa sacola de pano que ao acordar a gente pendurava na maçaneta da porta da rua. Ninguém furtava.

Já o peixeiro fazia as vendas apregoando seus peixes pelas ruas, passando de porta em porta e só parando nas casas quando era chamado para atender a freguesia. Os peixes vinham dentro de duas cestas de vime, grandes e pesadas, que eram transportadas penduradas nas pontas de uma vara cilíndrica grossa e comprida que o peixeiro equilibrava de viés sobre o ombro. Quando vendia alguma coisa tinha duas vantagens: o lucro obtido com a venda e o alívio de seu fardo. Tudo isso fazia parte do modo de viver dos curitibanos de antigamente.

Este nosso Papo Livre transmitido pela Rádio Educativa AM 630 aos domingos, das 7 às 8 da manhã, é reproduzido no site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo.

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