Papo Livre 36

Publicado em: 09/02/2009

O Dr. Hugo Cunha, engenheiro, foi Diretor Técnico da Bedois por muitos anos. Era um bom companheiro e a gente o provocava muito.O Moacir Amaral o apelidou de “homem não”, porque toda inovação que a gente pedia que ele fizesse invariavelmente tinha um “não” como resposta, sempre alegando impossibilidade técnica. O curioso é que, no dia seguinte, aquilo que a gente pedira estava feito.

O Dr. Hugo, provavelmente para nos provocar, pois éramos todos cristãos, tinha o costume de se proclamar ateu.
Numa época em que a Rádio Clube encerrava as suas transmissões à meia-noite, certa vez o locutor despediu-se dos ouvintes dizendo o tradicional chavão “e até amanhã, se Deus quiser!”.

Lá da sede dos transmissores no bairro do Atuba, onde aguardava o encerramento das transmissões para fazer alguns reparos técnicos nos aparelhos, o “véio” Hugo se deu ao trabalho de telefonar para os estúdios só para, irado, dizer ao locutor:

–  Se Deus quiser, não! Se EU quiser, porque depende de mim essa droga amanhã entrar no ar ou não.

Nossa! Quase uma heresia.

Apesar desse ostensivo ateísmo, quando ele superava alguma dificuldade inúmeras vezes eu o ouvi dizer:  “Graças a Deus”.

Era birrento, mesmo.

Esse nosso papo livre é reproduzido com texto e som no excelente site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo, e toda a minha coleção de causos está no site www.ulustosa.com.

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