Papo Livre 42

Publicado em: 23/03/2009

Década de 60. Na Rádio Clube Paranaense, com o passar do tempo, os funcionários ficaram muito unidos, transformando-se de colegas em amigos.

Brincava-se muito, passavam-se trotes, havia muita gozação. Às vezes eu fazia trovas para eles, como estas que conto pra vocês.

Brincando com o amigo Ivo Ferro, famoso pela maneira rude com que dirigia os radioatores durante os ensaios, fiz essa:

Sonhei com Ivo uma noite.
É preciso que eu não minta:
Joguei no “bicho” sem erro:
Cavalo, “primeira a quinta”.

O Mário Vendramel, nos anos difíceis do início da carreira, estava sempre duro e pedia dinheiro emprestado aos colegas. Houve uma fase em que ele ficou com uma falha na arcada dentária, pois caíra uma prótese. Após melhorar de vida, para ele saiu esta:

Vendramel já foi “serrote”,
Parou, mas não foi por dó.
Viu que assim, “mordendo” os outros,
Ficava co’um dente só.

O Luiz Nivaldo Maciel, nosso estimado “veio” Zuza, sonoplasta, radioator, técnico de externas, apareceu na Rádio de penteado novo, com um enorme topete. Esta foi para ele:

Nossa Rádio é interessante,
Produz loucos a granel.
A prova está no topete
do Nivaldo Maciel.

Entre tantas novelas que o Ivo Ferro comprava em São Paulo e Rio, às vezes vinha alguma de menor qualidade que exigia muito dos radioatores. Gozando os amigos Telmo Faria e Mário Vendramel, que participavam de uma novela desse tipo, saiu a seguinte trova:

Se a novela má não fosse
Sei que alguém a arruinaria;
Se o Mário não o fizesse,
Por certo o Telmo faria.

A gente brincava, ria, xingava… Mas a amizade permanecia e se fortificava.
Esse nosso papo livre é reproduzido com texto e som no excelente site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo, e toda a minha coleção de causos está no site www.ulustosa.com.

TÉCNICA – Separação musical

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