Papo Livre 44

Publicado em: 06/04/2009

Resolvi viajar ao passado. Eu tinha nove anos e com minha mãe e meu irmão fui visitar pessoas amigas em Paranaguá, no litoral paranaense.

Tivemos sorte de ver, em seu último dia de atividade, o famoso Bonde de Burros que eu tanto queria conhecer e já não havia em Curitiba fazia muitos anos. Vi quando ele chegou ao final da linha e os animais que o puxavam foram desatrelados e passados para o lado contrário, para fazer o retorno sobre os trilhos. Fiquei admirado com aquele movimento, uma novidade para mim.

Em Curitiba, os primeiros bondes de burros começaram a circular no dia oito de novembro de 1.887. A empresa responsável era a Ferro-Carril Curitibana. Havia poucos veículos, de tipo aberto, com bitola de 700 mm.

Em 1.913 foi inaugurado o serviço de bondes elétricos e, por algum tempo, ficaram em ação os dois tipos de bondes que conviveram até a retirada dos veículos de tração animal. Parte dos bondes de burros foi transferida para Paranaguá.

O bonde elétrico, com reboque atrelado, foi usado em Curitiba no ano de 1.916. O reboque era na verdade um antigo bonde de burros adaptado. Era usado como carro de 2ª. Classe, sem cobertura, com a passagem custando metade do preço, isto é, 100 réis, moeda conhecida como Um Tostão.

Em Paranaguá, os bondes de burros estiveram em ação até 1.938. O curioso é que os Bondes de Burros em geral eram puxados por mulas, mais dóceis e resistentes.

Esse nosso papo livre é reproduzido com texto e som no excelente site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo, e toda a minha coleção de causos está no site www.ulustosa.com.

TÉCNICA – Separação musical

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