Papo Livre – 84

Publicado em: 27/02/2010

Muitos anos atrás, eu começava minha carreira na Rádio Marumby, naquela época chamada “a emissora das iniciativas”. Estavam em moda as dedicatórias musicais, algo que começou nas quermesses, nas festas dos padroeiros em nossas igrejas. A pessoa pagava uma pequena taxa e o locutor lia a sua homenagem. As emissoras de rádio obtinham uma boa renda, pois isso acontecia todos os dias. E a gente ficava naquilo: dedicado a fulano de tal, que hoje festeja seu aniversário, com as homenagens de seus pais.

Dedicado à jovem tal, cujo natalício hoje transcorre, com muito carinho de seu noivo fulano. E assim seguia aquela ladainha. Quinze, vinte dedicatórias em cada música. Maçante, muito chato para os locutores que às vezes se batiam para ler nomes estranhos que apareciam.

Um dia, nos estúdios da Rádio Marumby em Ferraria, município de Campo Largo, eu estava apresentado um programa desses quando me deu uma coceira na garganta, pigarro, e um ataque de tosse. Coisa horrível. Eu queria prosseguir com o programa e o pigarro me atrapalhava, a tosse me impedia. Minha nossa, que desespero que dá na gente.

Foi então que eu lembrei que haviam escondido atrás da cortina que cobria a parede um litro de vermute que sobrara de uma festa recente. No primeiro intervalo não tive dúvidas e fiz o que não devia: tomei uma talagada de vermute. Fiquei curado do pigarro e da tosse. Os outros erros que cometi foram por conta da euforia etílica.

Este nosso Papo Livre é reproduzido no site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo. Esses causos estão também no meu livro “O Rádio do Paraná – Fragmentos de Sua História” sobre o qual vocês encontram mais informações diretamente na Editora Instituto Memória – Telefone 3352-3661.

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