Papo Livre – 86

Publicado em: 13/03/2010

Muitos, mas muitos anos atrás, eu fui a Florianópolis com a equipe esportiva da antiga Rádio Marumby para transmitir o jogo entre as seleções de futebol do Paraná e Santa Catarina. Naquele tempo havia um disputado campeonato com as seleções dos Estados. A rivalidade era muito grande, o bairrismo falava alto. Fomos no carro do Carlos Alberto Moro, que era o narrador titular da “emissora das iniciativas”, epíteto que a Marumby tinha e merecia.

Lá fomos nós, o Moro, o Osny Bermudes para cuidar da parte técnica, o Moyses Itzcovich e eu como companhia. Fui só pra assistir o jogo. E foi um amigo do Carlos Alberto Moro que não era radialista e cujo nome eu não lembro. Tinha uma voz poderosa e era um tremendo cara-de-pau.

No estádio da capital catarinense nós – profissionais do Rádio – tivemos acesso a um grande palanque de madeira, repleto de jornalistas catarinenses e torcedores da seleção local que nos espezinhavam o tempo todo, fazendo jus à grande rivalidade entre os futebolistas dos estados visinhos. E nós ficamos com pena e preocupados com a situação do amigo do Moro que não pudera ficar no palanque conosco, e estava lá no meio da torcida ainda mais hostil.

De repente, as autoridades entraram no gramado para o início das solenidades. O governador catarinense e outras autoridades subiram num estrado para cantar o Hino Nacional. E aí veio a nossa surpresa: o nosso companheiro de viagem, pelo qual nos preocupávamos tanto, entrou junto com as autoridades, pertinho do governador. Na hora do hasteamento das bandeiras, na metade do mastro a bandeira catarinense travou, o governador não conseguia fazê-la subir… E adivinhem quem concluiu o hasteamento!

Para nosso espanto, o amigo do Moro, o homem do vozeirão do qual estávamos com pena e que se introduzira entre as autoridades. Ele concluiu o hasteamento da bandeira, pode? Como ele conseguiu essa proeza, nunca soubemos. São coisas que só os caraduras realizam.

Este nosso Papo Livre é reproduzido no site www.carosouvintes.org.br do meu amigo Antunes Severo.

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