Para Refletir

Publicado em: 03/02/2013

Um sujeito salta de paraquedas, asa delta ou pratica qualquer outro esporte radical e perde a vida…
A gente lamenta. Mas, de certa forma, ele estava “procurando” por aquilo. Corria um risco calculado e desejado, em troca de adrenalina, fama ou dinheiro.
Outro sujeito usa drogas, vive atrás de encrencas, arrumando briga e morre…
A gente lamenta, igualmente. No entanto, ele também estava “testando” a sorte, “pedindo” para alguma coisa acontecer, enquanto, de certa forma, fugia ou se escondia de uma realidade que, uma vez enfrentada e compreendida, talvez pudesse ser superada.
Agora, um sujeito vai à uma casa de espetáculos – lugar teoricamente com segurança; teoricamente preparado para comportar esse tipo de evento; teoricamente autorizado, oficialmente, para tanto; em suma, teoricamente adequada para o que se propôs a fazer – e morre…
Perde a vida porque a teoria, na prática, é outra!
Onde é seguro, então?
E não digam que lugar “A” ou “B” pode o ser, a priori, pois até templos de todas as fés já ruíram sobre seus fiéis. Mesmo a casa da gente pode ser insegura! E muitos, por ignorância ou inconsequência, escondem de seus próprios olhos o que sabem que é ou pode ser problema, até esquecerem, por completo… Até ser tarde demais!
O que é preciso é muita responsabilidade de quem projeta, aprova, constrói, usa, mantém e fiscaliza!
Qualquer um que falhe nessas atribuições está colocando vidas em risco de morte. Errando em uma, o risco já é grande. Falhando em duas ou mais, o desastre pode ser iminente.
De nossa casa, cuidamos nós. Porém, quem cuida de onde muitos se encontram?
O tempo de encontrar responsáveis está aberto! Mas, quando aprenderemos que o tempo de prevenir é sempre? Quando entenderemos que é preciso pensar no pior, para evitá-lo? Quando descobriremos que o que se investe em segurança não é gasto? Que planejamento trabalha com probabilidades e não com sorte? Que o lucro baseado na sorte, na economia inconsequente e em ações temerárias pode se transformar num desastre incalculável, que dinheiro algum jamais cobrirá?
É uma pena que, com tantos maus exemplos pregressos, de outros, ainda tenhamos que cometer nossos próprios erros, para tentar aprender como evitá-los…
Até quando precisaremos apagar incêndios? Remover lama e escombros? Fazer rescaldo? Dar “lenha” para os arautos do caos e assunto para os amantes da desgraça alheia?
Até quando, sobretudo, continuaremos a chorar por vidas perdidas de forma tola, injustificável, absurdamente precoce e completamente evitável

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