Podcast é YouTube sonoro

Publicado em: 24/06/2007

Vice-presidente de criação da Talent, o publicitário João Livi representou o mercado brasileiro no Radio Lions 2007. Veja os principais trechos da sua entrevista ao PropMark.
Por Paulo Macedo

Radio Lions
“Voltar a ver o mercado quente, ser referência de novo, mas com códigos muito diferentes do que a gente andou usando.”
Brasil
“Do ponto de vista de premiação brasileira em rádio, perdemos um pouco da competitividade pois a categoria aumentou quase 30%, e o Brasil cresceu 9%. Conto com a qualidade das peças para sair de lá sem ser linchado.”
Podcast
“Taí, o podcast é um YouTube sonoro. É o YouRádio. Acho que vai ser cada vez mais importante, e vai trazer da rádio convencional alguns modelos de programação e comercialização, apesar de ser bem diferente. E o rádio vai evoluir barbaramente para competir com essa ferramenta, assim como a TV está evoluindo rápido, as revistas e jornais também. Nos próximos anos, tudo isso vai conviver e se estimular multilateralmente. Ou seja. Ninguém morre, pelo menos por enquanto. O que aumenta barbaramente é a exposição e o interesse das pessoas por conteúdo.”
Meio rádio
“O meio rádio está que nem o mandamento bíblico: cresceu e multiplicou-se. Com as rádios na internet, com as redes de rádio, com o rádio digital, com a inclusão do rádio no Festival de Cannes, o meio ganhou uma importância que estava adormecida. É um meio extremamente afeito aos criativos, onde o humor é muito bem-vindo, facilmente segmentável por público e região. Faltava o intercâmbio, e agora o temos, graças ao festival. Com essa troca de parâmetros e possibilidades, o meio rádio vai ganhar mais brilho.”
Criar para rádio
“O rádio é um som de um filme que cada um faz do seu jeito. Isso é que é bonito. Você vê o ator que você quer, com a roupa que você quer, na sala que você quer, com a cara que você quer. É o meio mais customizado que existe, e talvez por isso mesmo o meio com maior aprovação. Pra mim, as empresas que insistem em fazer o abominável pré-teste deveriam fazê-lo só com som do filme, e não com aqueles ridículos animatics que causam uma tremenda rejeição já no primeiro impacto visual.”
O que falta ao rádio?
“As rádios têm melhorado em tecnologia, inovação, programação, logística, modelo comercial etc. Falta (desculpem a piada) uma visibilidade maior, trabalho que a Bel Borba fez muito bem quando estava na Eldorado, e que deve continuar com mais e mais impacto e constância. Como diz o Júlio Ribeiro, a roda que mais chia recebe graxa primeiro, e o rádio precisa cacarejar suas evoluções. Não apenas cacarejar, mas cacarejar o que tem mudado e feito do rádio uma mídia tão interessante hoje.”
Produção
“De maneira geral, o nível é bom. Gostaria muito que as produtoras tivessem mais tempo, principalmente mais tempo para achar os pontos certos das produções. Às vezes você recebe um spot que não é um spot, é só a primeira idéia do que seria aquele spot. E isso é frustrante. Sabemos até por que aconteceu, mas acho que deve estar no espírito das produtoras não apenas fazer, não apenas entregar. Mas fazer um sucesso, fazer uma coisa que bata no rádio e conquiste o País.”
Formatos
“Todo formato é válido. Todos os que existem e todos os que ainda vão existir. Só de vez em quando alguém inventa um formato novo, e por isso todos os jeitos são armas que você deve sacar dependendo do duelo que vai fazer. Ainda gosto mais, por gosto pessoal mesmo, de humor de situação, e de música, principalmente quando elas também adquirem uma leitura de humor.”

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