PRB-2: Equipamento antigo impunha grandes investimentos

Publicado em: 01/01/2012

Memórias | Capítulo 12 | Pela terceira vez – Parte 1

Em 1980 a Cúria Metropolitana indicou à Fundação Nossa Senhora do Rocio o nome de Ruy Christini para administrar a Bedois. Bem sucedido empresário do Rio Grande do Sul que recentemente havia ampliado suas atividades para o Paraná, Ruy Christini batalhou com dedicação e entusiasmo, mas encontrou grandes dificuldades e em breve percebeu que precisava da colaboração de algum profissional local. Tive o prazer de ser o escolhido e em 1º de agosto de 1981 pela terceira vez voltei à Rádio Clube Paranaense. Minha função era assessorar Ruy Christini. De início, e com muita franqueza, ele me disse que não era do ramo e precisava da minha colaboração. A seu pedido fiz um levantamento da real situação da Rádio Clube Paranaense.

Relacionei, em ordem de prioridade, tudo o que precisava ser feito e certas coisas que, no meu entender, precisavam ser modificadas. Os dois grandes problemas continuavam sendo o antigo equipamento técnico que requeria atualização e impunha grandes investimentos e o faturamento que ainda não era suficiente para tais realizações. A sinceridade recíproca fez que nos tornássemos amigos. E trabalhamos juntos por algum tempo até que Christini, assoberbado por outras tarefas, decidiu deixar a Rádio Clube. E lá fiquei eu, voltando à direção da emissora, lutando junto com Monsenhor Vitola na tentativa de deixar a Bedois finalmente equilibrada.

Voltei, também, a escrever e apresentar as minhas crônicas, já sob o título de “Nosso Encontro com Ubiratan Lustosa”. Eram transmitidas ao meio-dia. (Em 1984, reunindo 105 dessas crônicas, publiquei o livro “Nosso Encontro”, participando das comemorações do 60º aniversário da Rádio Clube Paranaense).

Jurandir Ambonatti era o diretor artístico que assumira no lugar de Paulo Alberti que, por sua vez, havia sucedido Antônio Carlos Rocha. Antônio Carlos foi outro competente profissional que batalhou pela Rádio Clube.

Jurandir Ambonatti ingressara na Bedois em 1974, como auxiliar de discotecário, quando Pirajá Ferreira era o diretor artístico e Augusto Ramos Bertini o discotecário. Depois, passara a discotecário e, finalmente a diretor artístico.

Jurandir, talentoso, compôs diversas músicas, sendo seu maior sucesso “Disque o 9”, feita em parceria com Laércio Malaquias e gravada por Barrerito, do Trio Parada Dura, pela Copacabana. Outras composições de sua autoria foram gravadas por Teodoro e Sampaio, Gilberto e Gilmar, Cidinha, Mensageiro e Mexicano e Leonel Rocha e Campos.

Sentíamos a necessidade do apoio de um nome de destaque no empresariado local e fui incumbido de falar sobre isso com Rui Luís Demeterco. Minha Agência de Publicidade cuidava da conta do Mercadorama, na época a maior rede de supermercados do Paraná, da qual eram proprietários Rui e seus irmãos. Como já éramos amigos, tive liberdade para fazer a sondagem e verificar se Rui aceitaria comandar essa luta da Fundação Nossa Senhora do Rocio. Entusiasta admirador do trabalho da Igreja para manter a Rádio Clube Paranaense, ele se propôs a colaborar. A convite de Dom Pedro Fedalto, Rui Luís Demeterco assumiu a direção geral da Bedois e eu fiquei na gerência.

Rui e seus irmãos Roberto e Bernardete durante dois anos emprestaram à Rádio Clube a sua experiência e o seu renome de grandes empresários e, além disso, ajudaram financeiramente a Bedois. Foi, certamente, uma grande contribuição que não pode ser esquecida.

Ubiratan Lustosa. O Rádio do Paraná – Fragmentos de sua história. Curitiba, 2009. Instituto Memória Editora e Projetos Culturais. 41 – 3252 3661. www.instituto memoria.com.br

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