Predestinado 8 (3)

Publicado em: 23/07/2008

Na época escrevi um livro sobre minha experiência em terras teutas: A Alemanha que eu vivi. A Habitasul pagou a edição e ficou com metade dos livros para distribuir em cidades gaúchas, catarinenses e paranaenses com participação alemã em seu desenvolvimento.

Nos livros da Habitasul foi impressa a logomarca da empresa. A outra metade ficou para que eu vendesse. Livro é um péssimo negócio, pois 90% a gente acaba dando de presente para os amigos. Mas vale pela satisfação de comunicar. Em 1985 conseguiram dar um pealo na Habitasul, que entrou em liquidação extra judicial. Seus funcionários foram passados para o BESC. Não aceitei e fiquei sem emprego.

Osmar Laschewitz chamou-me e ofereceu-me emprego na RBS. Fiquei encarregado de vender os veículos de fora de Blumenau. Foi uma experiência interessante. Na época consegui um contrato de risco com a Gaitas Hering para a venda de gaitas ponto no Rio Grande do Sul. O resultado foi excelente, pois o Borghetinho estava, como ainda está, fazendo o maior sucesso.

Tudo estava indo bem até o dia em que fui a um almoço na Associação da Hering e conheci o seu diretor de marketing. Ato contínuo ele me convidou para assumir o posto que o Francisco Socorro estava deixando. Fui cuidar da comunicação da Hering em Blumenau. Das coisas que conseguimos fazer lá devo destacar o time de voleibol feminino.

Ganhamos tudo no estado e conseguimos levar Blumenau para a final do campeonato brasileiro. Ficamos em 4º lugar, atrás da Supergasbrás, do Bradesco e da Pirelli. No Recife conseguimos a proeza de tirar fora da final a poderosa equipe do Minas Tênis Clube.

Meu amigo Osmar Laschewitz acabou aceitando os insistentes convites do cunhado, Lourival Fiedler, e foi trabalhar na empresa da família. Indicou-me para a gerência da RBS em Blumenau. Nas afiliadas da Rede Globo no interior não sobra muito espaço para se criar alguma coisa. Mesmo assim consegui lançar o Rodolfo Sestrem com um comentário esportivo e o Milton Pompeu com um comentário político, dentro dos intervalos de publicidade local.

Trabalhei com o Dalton Gonçalves, grande profissional da área comercial, que agora está no interior de São Paulo. Nosso diretor era o Estácio Ramos astuto e simpático jornalista e o dono da empresa, Maurício Sirotsky, humilde e inteligente ao extremo arrumava tempo para ligar nos finais de tarde e perguntar como andavam as coisas. Depois da sua morte caiu o Estácio Ramos e pouco a pouco os ligados a ele.

0 respostas

Deixe uma resposta

Gostaria de deixar um comentário?
Contribua!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *