Primeiros acordes – 6

Publicado em: 22/06/2013

Música | Ilha de Meu Som | Formação das bandas

Snakes, financiada por Lourdes Silva e incentivada por Donato Ramos, 1960

Interessante também era como se formavam as bandas. Havia, basicamente, três maneiras:

  1. Como a maioria dos pais era contra ter filhos músicos profissionais, mas tinham orgulho de mostrar aos amigos “que meu filho, além dos estudos, fazia música por hobby”, alguns presenteavam seus filhos com um instrumento, amplificador e caixa, microfone e pedestal para tocar “em casa”. Um ou dois guitarristas, um baixista e um baterista, normalmente amigos de colégio ou vizinhança, juntavam seus equipamentos na casa de um deles e formavam a banda. Assim, ensaiavam os sucessos do momento e, meses depois, começavam a tocar nos clubinhos da periferia e, à medida que iam melhorando suas performances, migravam para os clubes maiores como o Doze, o Lira, o Seis, Paineiras. Apesar da relativa democracia, normalmente o dono do local de ensaios liderava o grupo.
  2. Outro modo de formação era mais raro, mas também acontecia haver um “paitrocinador”, um pai que comprava um equipamento completo e o filho privilegiado convidava seus amigos para formar a banda. Este comandava a troupe. Destaco Seu Mahlon Ganzo, pai de Eliana Taulois, como o mais dedicado, acompanhando a filha em todos os seus compromissos artísticos.
  3. Ou ainda: um político ou um “empresário” resolvia ter uma banda sob seu controle e comprava todo o equipamento (inclusive instrumentos) e convidava um músico para se responsabilizar pela formação e manutenção da banda. Normalmente era ele mesmo quem fechava os contratos. Destacaram-se Bernardino May Filho, Toninho Vieira da Rosa e um ex-vereador chamado Sidney (?) do Pantanal.
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