Primórdios do rádio paranaense 01

Publicado em: 09/12/2007

Sinto-me muito honrado com o convite do Instituto Caros Ouvintes neste espaço que talvez seja adequado definir como “um encontro de pessoas que se interessam pela memória do rádio paranaense, com um veterano radialista, cuja singela contribuição é falar sobre a sua vivência em nossa radiofonia”.
Por Ubiratan Lustosa

Comecei em 1948, na antiga Rádio Marumby, na época cognominada “a emissora das iniciativas”. Fui locutor, escrevi e apresentei programas e crônicas, fui diretor artístico e, depois, gerente.
Formado em Direito em 1954, praticamente não exerci a profissão, pois logo em seguida fui convidado para Gerente da Rádio Marumby, dedicando-me totalmente ao Rádio.
Ansiando trabalhar numa emissora mais potente, em 1957 fui para a veterana Rádio Clube Paranaense onde novamente fui locutor, escrevi e apresentei programas e crônicas, passei a diretor artístico, chegando mais tarde à superintendente. 
Batalhei muito, numa época em que não havia os recursos de agora. Não havia computador, Internet, satélites artificiais, nem sequer telefone celular e as linhas telefônicas eram de espantosa precariedade. Os gravadores eram enormes e muito pesados. Tudo era difícil.  Não obstante, era uma época muito romântica.
Aqui pretendo falar três vertentes: do que me contaram que aconteceu, do que vi acontecer e aquilo que fiz acontecer ou contribuí para que acontecesse
O Rádio do Paraná, assim como ocorreu em outros Estados brasileiros, teve suas origens marcadas pelo grande idealismo dos seus pioneiros. As pesquisas iniciais no Brasil, processaram-se em diversos Estados quase ao mesmo tempo.
Clubes de rádio, cujos membros contribuíam financeiramente para a sua manutenção, surgiram e desapareceram rapidamente. Daquela fase, poucos sobreviveram. Entre elas, estas três que permanecem no ar:
1) Rádio Clube de Pernambuco (1919)
2) Rádio Sociedade do Rio de Janeiro (1923) – fundada por Roquette-Pinto, hoje Rádio MEC
3) Rádio Clube Paranaense, (27 de junho de 1924)
Não há consenso quanto a essas datas. Os pernambucanos consideram-se os pioneiros e o mesmo acontece com os cariocas.
Na verdade, as pesquisas começaram quase ao mesmo tempo, bem antes das datas das respectivas fundações que constam oficialmente, e ninguém poderá dizer, com exatidão, quem começou primeiro a fazer pesquisas. Até a próxima semana.
NR – Esta série de artigos resulta da reprodução do roteiro da palestra proferida pelo autor em 20 de março de 2007 no Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.
    
 


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