Quanto vale uma boa imagem?

Publicado em: 13/04/2013

selo-sintonia-finaVale muito, dizem os especialistas que suam a camisa para criar boa imagem de alguém ou alguma empresa. Nomes famosos como Coca-Cola, Volvo, Renault, Colgate etc, gastam milhões para manter em bom estado a imagem que custou muito para ser construída ao longo de muitos anos. Assim como pessoas e produtos, as cidades precisam, e algumas , cultivam boa imagem. O interesse turístico esta na ponta da motivação para que uma cidade desfrute de boa imagem junto ao público.  Durante alguns anos Curitiba era uma das capitais com melhor imagem no Brasil. Onde fosse um curitibano,  ouvia  comentários elogiosos sobre a bela e limpa cidade, onde a cobertura vegetal é exuberante, o transporte ótimo a segurança muito boa.

Tudo isso ficou num passado, não muito distante. Hoje quem viaja pelo Brasil, quando liga um noticiário de TV assiste um desfile de notícias negativas da capital paranaense. É o assaltante que no meio da manhã matou alguém no centro da cidade, a professora que maltratou um aluno, a médica acusada de crimes no hospital, o policial preso por envolvimento com o crime, o caixa eletrônico que foi dinamitado a noite, e assim vai.

E assim, também, foi a boa imagem de Curitiba. Antes uma cidade dos sonhos de muita gente que queria viver bem numa cidade bem cuidada e bem segura. Hoje temos uma cidade que não deixa de ser das mais limpas do país mas, o transporte coletivo não é o mesmo e já entrou na categoria de péssimo, e a segurança do cidadão esta longe daquilo que poderia ser considerado razoável.  Houve um prefeito que certa ocasião descobriu que a cidade precisava de algumas obras que pudessem despertar o orgulho do cidadão. Fez as obras, muitos parques, teatros, praças etc e boa publicidade. O prefeito esta certo. O povo aprovou as obras e passou falar e agir na cidade com grande orgulho de ser curitibano. O prefeito ganhou a cumplicidade de milhares de curitibanos que passaram a cuidar mais da cidade.

Não se sabe por que Curitiba mudou tanto nos últimos anos. Hoje o povo vive com medo, apertado em ônibus superlotados ou de carro em ruas congestionadas. As pessoas estão mais agressivas no trânsito, falam menos com os vizinhos, vivem com medo. Os bons tempos da conversa na praça, nas mesas de bar até mais tarde, do sono despreocupado , e dos jornais de televisão em que as noticias eram mais suaves, falavam de coisas boas e belas. Havia crime, mas a TV tratava do assunto de passagem rápida, bem diferente do que faz hoje, quando fala tanto de criminosos que chega a transformar mal feitor em celebridade.

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