Que coisas mudaram e como as olhamos?

Publicado em: 27/01/2016

Havia um tempo em que as pessoas em geral mesmo na melhor das intenções faziam e exigiam atitudes e comportamento ao seu jeito.

sacada

Ou seja, talvez nossos pais, avós, ou senão os nossos, mas outros tinham uma maneira diferente de “cobrar” as coisas. Em muitos casos o “sarrafo descia no couro” de quem desobedecia. Ai da criança que interrompesse a conversa de adultos. E era a época do “fio do bigode”. Nada de assinar e registrar.

Como as coisas mudaram.

De certa maneira houve uma considerável melhora. Menos agressividade, mais diálogo. Claro, em famílias normais, não podemos desconsiderar os vários casos de violência contra crianças.

O problema é que alguns chegaram a outro extremo, não corrigem, ou não disciplinam os filhos. Na verdade nem sabem o sentido ou significado da palavra – disciplina. Inclusive alguns que se dizem – entendidos.

E o trabalho infantil então? Trabalhei muito durante o dia e estudava a noite assim como milhares de outros, e o que há de horrível nisso? Uma coisa é a criança trabalhar em situações de riscos a sua vida e ser tirada da sala de aula. Isso é cruel! Existem aqueles que imaginam que isso é impossível.

Ah, uma pergunta pertinente. Crianças não podem trabalhar exatamente como e onde? Quantas crianças atuam em telenovelas? E será que é fácil? Que estranho, por que lá na TV pode e em outros lugares não? Santa inocência!

E diga aí amigo leitor (a), quantos conhece que apanharam dos pais e hoje são bandidos?

E aquela coisa do – politicamente correto. Um amigo chamar o outro de, “meu nego”, uma amiga chamar a outra carinhosamente de, “minha nega”. Quem já não se referiu a alguém assim: “Aquele careca”. “O magrão bem alto”. “Um barrigudo”. “Aquele negão”.

Levar tudo “a ferro e fogo”, é “fogo”. Uma coisa é combater o preconceito, outra é enxergar chifre em cabeça de cavalo.

Pais que têm diálogo com os filhos e disciplinam não são a maioria, mas com certeza os mais bem sucedidos.

As mulheres, ah, essas são verdadeiras heroínas. Trabalham fora, cuidam da casa, isso muitas vezes inclui marido e filhos. E o cuidado delas, como fica? Física e emocionalmente.

Mas há vantagens. Imagine, por exemplo, nossas avós ou bisavós reclamando que o marido não estava a satisfazendo na cama, sim o lado íntimo do casal. Qual seria a reação deles há mais de um século? Estariam eles dispostos a conversar sobre o assunto e atender a esposa? E hoje, o quanto isso realmente mudou?

As coisas mudaram, não há dúvida. Mas quantos de nós aceitamos esse fato? Nossos olhos ainda são os mesmos, então, quem sabe é a nossa maneira de olhar é que precisa mudar. Mas sem exageros, os principais valores de respeito, ética e moral continuam sendo necessários, independente da maneira que olhamos.

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