Rádio digital – 03

Publicado em: 10/02/2008

A prioridade da Anatel é definir o sistema a ser utilizado pelas rádios AM, que passariam a ter uma qualidade de áudio próxima à das rádios FM.
Por Antonio Paiva Rodrigues

Como podemos notar, os sistemas a serem usados para implantação do Rádio Digital no Brasil devem ser de uma tecnologia avançada, mas que ainda dependem de testes para se chegar à conclusão do sistema mais adaptável aos interesses nacionais.
Existe uma insatisfação entre os responsáveis pela presença do Rádio Digital no País. É o avanço do programa sem participação do público e a inexistência dos debates.
A radiodifusão sonora no Brasil usa atualmente o seguinte sistema e classificação de serviços: Freqüência Modulada (FM): 87.4 – 108,0 MHz Onda Média (OM): 525 – 1.605 kHz. (atualmente utilizada); 1.605 – 1.705 kHz (faixa expandida, ainda não planejada). Onda Curta (OC ): 5.950-6.200; 9.500-9.775; 11.700 – 11.975; 15.100-15.450; 17.700-17.900; 21.450-21.750 e 25.600-26.100 kHz. – Onda Tropical (OT): 2.300-2.495; 3.200-3.400; 4.750-4.995; e 5.005-5.060 kHz.
Existem aspectos positivos como pontos fortes para ultrapassar as barreiras a serem vencidas nessa disputa pela adoção do tipo de digitalização para a radiofonia brasileira.
Dentre os aspectos positivos citamos: a Plataforma de Transmissão Terrestre de Radiodifusão Sonora Digital possibilitará a revitalização do rádio brasileiro, a melhoria da qualidade de áudio, principalmente na faixa de ondas médias e curtas, e a ampliação das oportunidades de negócio com a oferta de novas aplicações na faixa de FM.
Já os pontos fracos ou negativos estão relacionados com as seguintes barreiras: comercialização de receptores capazes de receber o sinal digital e preços ainda elevados; custos operacionais envolvidos no período de transmissão simultânea – analógico e digital (simulcasting); possíveis situações de interferências no período de simulcasting.
Outro aspecto a considerar se refere as características que existem em qualquer sistema em transição: robustez contra sinais interferentes, imunidade ao desvanecimento multipercurso, imunidade a ruídos, interferências mútuas reduzidas e imunidade ao efeito Doppler (O efeito Doppler é uma característica observada nas ondas quando emitidas ou refletidas por um objeto que está em movimento com relação ao observador. Foi-lhe atribuído esse nome em homenagem a Johann Christian Andreas Doppler, que o descreveu teoricamente pela primeira vez em 1842. A primeira comprovação foi obtida pelo cientista alemão Christoph B. Ballot, em 1845, em um experimento com ondas sonoras).
E, finalmente, há que se considerar os aspectos referentes à mobilidade: menor potência de transmissão para atender a uma mesma área de cobertura, uso eficiente do espectro, maior capacidade de transmissão de informações – Inserção de dados à programação transmitida -, e capacidade de oferta de serviços de valor agregado.
 


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