Rádio Nereu Ramos – Eu faço parte dessa história – 1

Publicado em: 17/06/2007

Chegamos a 1964. Lá estava eu novamente tentando o rádio. Voltei a Nereu na condição de Plantão Esportivo. Durante a semana fazia os boletins do Guarani e com a utilização de um gravador geloso (acho que era esse o nome) da Rádio Nereu Ramos, ensaiava a narração nos treinamentos coletivos.
Por Edemar Annuseck

De vez em quando paravam o treino e diziam : “ó cara pára de gritar aí, você está atrapalhando o coletivo”. Não era fácil não. Mas eu não desistia. Numa quarta-feira acompanhei a Kombi de Freqüência Modulada dirigida pelo competente Oswaldo “Ventania” Jacobsen até o estádio do GE Olímpico, na Baixada. O clube grená jogaria pelo Campeonato Estadual contra o CA Carlos Renaux.
Fui ao gramado, xeretei tudo na pista e quando me preparava para ir para o estúdio da rádio, que ficava a uns 800 metros do estádio (na rua 7 de Setembro), o Álvaro Correa me chama da cabine que ficava em cima do telhado da arquibancada da Baixada. Coloquei o fone que seria utilizado pelo repórter e ouvi seu questionamento : “ escuta, você tem condições de fazer o trabalho de reportagens”. Imediatamente com o coração batendo a mil afirmei…claro, estou pronto.
Acontece que o Alfredo Otto Flatau, que seria o repórter do jogo – era o titular – também representava a Swift em Santa Catarina, e, não tinha retornando de uma viagem. Eis que surge a oportunidade, e com narração de Ivo Sutter e comentários de Álvaro Correa, eu estreava como repórter de campo. Como eu era vidrado em futebol e conhecia tudo sobre clubes, jogadores, árbitros, estatísticas, acabei agradando. Fui entrevistando todo mundo. Resultado : tornei-me repórter de campo deixando de lado o Plantão Esportivo. Não me recordo quem ficou com o Plantão Esportivo. E já começava a fazer posto (cobertura de outros; que não eram os jogos comando). Eu adorava. Um dia o Ivo Sutter me escalou para ir a Florianópolis acompanhar a SER Ipiranga em jogos de Voleibol contra os times da capital no estádio da FAC.
Foi uma delícia. Era meu primeiro contato com Florianópolis e com o pessoal da Rádio Diário da Manhã, e com o extraordinário Alfredo Silva, seu locutor titular. Mas, não teve jogo porque chovia e o estádio da FAC não tinha cobertura, e, o Ginásio Charles Edgar Moritz estava ocupado com  outro evento. Mas valeu pela viagem, pelos camarões empanados, com Chopp Tulipa, num restaurante junto a praça XV, que saboreei junto com a turma do Ipiranga (Heino Marx, Jacy Silva, Luis Probst, Egon Ern, entre outros).

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