Radiojornalismo em Blumenau

Publicado em: 28/06/2005

Dois jornais falados marcaram a cidade de Blumenau durante os anos 1950. Um deles era o “Repórter catarinense” e o outro o “Grande jornal do ar”.
Por Clóvis Reis e César Martins

O “Repórter catarinense” foi um programa jornalístico criado por Manoel Pereira Júnior, na Rádio Clube de Blumenau.

Foi inspirado no Repórter Esso, da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. O nome “Repórter catarinense” deve-se a seu patrocinador, a Drogaria Catarinense. Seu horário na grade de programação ao longo dos anos sofreu poucas alterações, indo ao ar das 18h às 18h30min.

Braga Mueller (2003) lembra que o “Repórter Catarinense” tinha grande audiência: “Era impressionante, todos paravam para ouvir. O que se falava no programa estava falado. Estava sacramentado” . O programa era muito bem produzido e redigido. O redator do programa durante muitos anos foi Reinaldo de Oliveira Ferreira, tendo como superior direto Tesoura Júnior.

Grande jornal do ar

O “Grande jornal do ar” era o programa de maior prestígio da Radio Nereu Ramos e desfrutava de grande audiência.

Na abertura, havia um editorial, sob a responsabilidade de Ismael Correa. Nos últimos 10 minutos, a entrevista do dia, a cargo de Álvaro Correa.

Álvaro Correa (2003) lembra com orgulho daquela época: “O programa era o best-seller da rádio. Era o grande programa” . Lazinho (2003) observa que, como o comércio fechava ao meio-dia, naquele tempo, e não existia o hábito de almoçar no centro, todos íam para casa. Por isso, o programa começava às 12h15min. Era o tempo necessário para chegar em casa e almoçar, ouvindo as notícias.

O “Grande jornal do ar” era o produto mais valorizado na grade de programação da Rádio Nereu Ramos e possuía quatro cotas comerciais exclusivas.


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