Relatores pedem que conclusões da Rio + 20 não se reduzam a promessas

Publicado em: 19/03/2012

Em carta aberta, grupo diz que se não houver uma “fiscalização eficaz e responsabilização, existirá um risco real de que os objetivos se tornem promessas vazias”

MÍDIA | João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa*

Conferência será em junho, no Brasil

Um grupo de relatores dos direitos humanos pediu a governos de todo o mundo que as conclusões da Rio + 20 possam ser traduzidas em ações concretas. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável está marcada para junho, no Rio de Janeiro. A divulgação do comunicado, assinado por 22 relatores nesta segunda-feira, coincidiu com o início de uma rodada de negociações informais, na sede das Nações Unidas. Segundo os especialistas, entre eles a relatora para o direito à moradia adequada, Raquel Rolnik, e a relatora para o direito à água e ao saneamento básico, Catarina de Albuquerque, não deve haver objetivos globais sobre sustentabilidade sem um mecanismo de prestação de contas.

Os relatores afirmaram que “existe um risco real de que os compromissos que vierem a ser alcançados na cidade do Rio não passem de promessas vazias caso não haja uma fiscalização eficaz e responsabilização”.

Durante as consultas informais deverá ser analisado o estabelecimento de “Objetivos Globais de Sustentabilidade”.

Mas segundo o comunicado, os especialistas alertaram para a necessidade de monitorar os resultados e de um cronograma para acompanhar os avanços das metas.

Os relatores encerraram o comunicado pedindo que a Rio+20 seja “um momento de mudança porque o futuro da humanidade e do planeta está em jogo.”

*Apresentação: Mônica Villela Grayley.

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