Roberto Laus: juntando amigos desde 1999

Publicado em: 11/11/2013

De tradicional família tijuquense, nascido em Blumenau e aculturado em Florianópolis,  Roberto Laus é uma figura divertida e indispensável às melhores rodas de bate papo da Capital

Almoço das Estrelas homenageia profissionais da comunicação: Júlio Pacheco (E), Emílio Cerri, Roberto Costa, Antunes Severo, George Peixoto e Saulo Silva (in memoriam) recebida pelo filho Daniel Silva. Ao centro o comendador mór e seus asseclas Carlos Alberto Faria e Ady Brígido da Silva.

Almoço das Estrelas homenageia profissionais da comunicação: Júlio Pacheco (E), Emílio Cerri, Roberto Costa, Antunes Severo, George Peixoto e Saulo Silva (in memoriam) recebida pelo filho Daniel Silva. Ao centro o comendador mór e seus asseclas Carlos Alberto Faria e Ady Brígido da Silva.

Manezinho da Ilha diplomado, fundador do Almoço das Estrelas,  uma confraria que reúne amigos, conhecidos e agregados quase todos os meses, Laus incorporou à sua conhecida irreverência o título de Comendador Mór, sendo por essa razão respeitadíssimo na condução dos trabalhos etílico-gastronômicos que caracterizam esses encontros.

Esportista (tenista e cavaleiro) foi besqueano (funcionário do Besc) e dirigiu durante 25 anos o Comitê Catarinense do Programa de Intercâmbio Companheiros das Américas (EUA-Brasil).

Como começou o Almoço das Estrelas?

Foi iniciativa de um grupo de amigos, desocupados eventuais, como dirigia o saudoso Tullo Cavallazi, cansados dos bordejos e da incomodação nas rodas do Mercado Público. O Tullo contava: “Vivíamos em sobressalto, acuados, sem saber  de que lado seríamos atacados.

Era preciso tomar uma atitude. Discussão pra cá, discussão pra lá, chegou-se à conclusão de que somente seria possível deixar de lado os importunos, se conseguíssemos um local de difícil acesso e que, mesmo assim, dependesse de convite para frequentá-lo”. Ou seja, o Almoço surgiu como um ato revolucionário, contra a xaropice e caretice de certos lugares da cidade.

Há quanto tempo essa plateia se reúne?

Olha, o ato revolucionário ocorreu em 1999. Faça as contas. Começamos no antigo Polly’s (Praça XV), passamos pela Chácara do Espanha, chegamos ao Salão Cristal do Lira Tênis Clube e vivemos agora uma certa itinerância: já estivemos em Blumenau e Tijucas, e agora em dezembro, vamos a Joinville para encerrar o ano.

Quantos foram os fundadores?

Para ser exato, 23 amaradas, que estão no Álbum de Figurinhas do Almoço (na verdade um Gibi). O maestro Tullo contou mais de 600 que nos acompanham nessa história. Recorro mais uma vez às palavras dele: “Seiscentos malas com alça que se reúnem na data marcada pelo Comendador Mór, Roberto Laus, que se eternizou no cargo, por uma falha do regulamento, que não prevê data, nem nada, para nova eleição.

Ele, o Sr. Laus, determina tudo, desde a data da próxima reunião, o preço da comida, o cardápio, o cozinheiro, o nome do homenageado e a composição da mesa”. Comigo, em geral, sentam-se dois pilantras juramentados.

Nesses encontros vocês homenageiam personalidades catarinenses. Quantos já foram homenageados?

Não faço a mínima idéia. O mais recente, foi o querido Édio Nunes, ator de teatro e cinema e funcionário público.

Quantos encontros do gênero foram realizados nestes 14 anos?

Nunca contei. Portanto, não faço a mínima idéia.

O Almoço das Estrelas é, em essência, um encontro de amigos em torno da boa mesa e dons copos.

As piadas e as fofocas correm à solta?

Roberto Laus em seus domínios perenes.

Beto Laus em seus domínios perenes.

Olha, nossos encontros não têm lógica, tem um roteiro que preparo antecipadamente, mas que vai se alterando ou se adaptando. É claro que a raça gosta e se diverte muito. Acontece de tudo, recuperamos histórias, causos, fofoca de tudo que é tipo – coisas de alcova, de trabalho, de politica. Mais não posso dizer. Só participando dos nossos encontros.

Como que vocês se adaptaram à Lei Seca, já que o encontro é regado a bebidas alcoólicas?

Quando é na Capital, sugerimos a nossos confrades que deixem os locais do Almoço a bordo de taxi ou de carona com parentes ou amigos. Quando é fora – como Tijucas e Blumenau – organizamos uma excursão de ônibus, devidamente abastecida com uma boa reserva de “antibióticos”.

O almoço derradeiro de 2013, em 13 de dezembro será no Iate Cube Baía Babitonga, patrocinado pelo empresário Beto Caroço.

Carlos Damião | Ponto Final | ND Florianópolis | 9 e 10 de novembro de 2013

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