Rodrigo Koch, o rádio e a história do esporte

Publicado em: 08/07/2007

Cruzei com o Rodrigo pela primeira vez nos corredores da Bandeirantes AM, de Porto Alegre, eu, gerente de radiojornalismo, ele, estagiário do Departamento de Esportes. Foi em meados dos anos 90. Junto com outros profissionais que estavam surgindo – Eduardo Gabardo e Leonardo Meneghetti, para citar dois –, o Rodrigo era uma das grandes promessas do rádio do Rio Grande do Sul. Por Luiz Artur Ferraretto

De fato, ano a ano, cobertura a cobertura, organizando o trabalho ou indo para o microfone, ele iria se consolidar como um dos mais qualificados profissionais do rádio esportivo gaúcho, não só, como muitos, voltando-se ao futebol, mas, como poucos, dominando diversas outras modalidades. Tudo sempre com uma dedicação ímpar ao trabalho e ao veículo rádio.
Cruzei com o Rodrigo, desde então, dezenas de vezes, eu, já somente professor, ele, na Guaíba, coordenador de esportes e repórter especial. Cobriu, pela emissora, as Olimpíadas de Sydney (2000) e de Atenas (2004), fora ter pensado jornadas e jornadas esportivas, seja em campeonatos estaduais e nacionais, seja em copas do mundo.
Na emissora da rua Caldas Júnior, número 219, honrou a tradição dos que o precederam na salinha lá do fundo do corredor à esquerda. Não é diferente como produtor, um dos últimos do estado a cultivar o texto preciso, associado à sonoplastia adequada e à emoção imprescindível. Dele, guardo programas que nada devem aos dos tempos de um Roberto Xavier, de um Luiz Gualdi, de um Elói Terra, gente da velha Guaíba, velha Guaíba que vive no trabalho do Rodrigo, também tocado a muito amor pelo rádio em geral. Por exemplo, que série de documentários em áudio o Rodrigo produziu relembrando as históricas coberturas da Guaíba em copas do mundo desde a pioneira, aquela, a de 1958, na Suécia. E o CD com a trajetória do Internacional, campeão mundial.


A vitória vem dos céus.

Cruzei com o Rodrigo também várias vezes no Museu de Comunicação Hipólito José da Costa, eu, pesquisando a história do rádio, ele, recuperando dados para os mais diversos projetos de livros-reportagem.
E vieram “Universíade 1963” e “Tie-break: a saga dourada do vôlei masculino do Brasil”. Agora, com o técnico Antônio Carlos Pereira, é a vez do Rodrigo descrever a história do campeão mundial de judô, João Derly de Oliveira Nunes Júnior. Está saindo “A vitória vem dos céus”, pela Editora Doravante. Só que, no caso específico do Rodrigo, a vitória veio mesmo do trabalho. Muito trabalho. E de qualidade. Nós, os seus amigos, sabemos bem disto.

1 responder
  1. Rafael Seixas dos Santos says:

    Sr. Rodrigo Koch

    Boa tarde,

    Estava presente na homenagem Joao Saldanha que foi realizada pelo Governo do Estado, e observei que fostes homenageado. Ao porcurar noticias a respeito de V. Sa., observei que tens identificacao com o voleibol gaucho.
    Pois bem, estou realizando o meu trabalho de conclusao de curso pela UFRGS retratando a profissionalizacao do voleibol gaucho, um trabalho sobre a decada de 70 e 80, e gostaria de saber se tens algum material sobre esta epoca, desde o amadorismo de 70, como a profissionalizacao em 80 com o Sulbrasileiro e a Frangosul.
    Tenho alguns recortes de jornais da epoca, mas se for possivel eu fazer um enriquecimento com material novo, sera muito proveitoso.
    Fico no aguardo por retorno.

    Att.,

    Rafael Seixas

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