RollingStone aponta as 100 “maiores” da MPB!

Publicado em: 01/11/2009

Nossa aprovação pela maioria das músicas escolhidas, e as nossas 10 “mais mais” com a lembrança de uma grande música esquecida. Na edição de outubro da RollingStone, o destaque é a escolha das 100 maiores músicas brasileiras.

A revista do publisher José Roberto Maluf, que está comemorando 3 anos de existência, apresenta “A história das canções que mudaram a cara da música feita no Brasil”.

Cita no texto da apresentação que “Estas 100 canções atestam a perenidade da nossa música. É um justo tributo a seus criadores e também a seus intérpretes”.

A seleção foi feita por um júri composto por mais de 80 nomes de gente antenada com o cenário musical do país. Confira, acessando http://www.rollingstone.com.br

Baseado nessa escolha, este colunista selecionou as suas 10 canções e intérpretes preferidos, lembrando, na décima posição, da excelente composição Tocando em Frente:

1º Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, com o “Lua”

2º Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro, com Orlando Silva

3º Construção, de e com Chico Buarque

4º Águas de Março, de Antônio Carlos Jobim, com o próprio e Elis Regina

5º Chega de Saudade, de Antônio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes, com João Gilberto

6º As Rosas não Falam, de Cartola, com Beth Carvalho

7º Travessia, de Milton Nascimento e Fernando Brandt, com Milton

8º Detalhes, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, com o Rei

9º A Noite de Meu Bem, de Antônio Carlos Jobim e Dolores Duran, com Dolores (vídeo Nanda Costa)

10º Tocando em Frente, de Almir Sair e Renato Teixeira, com Maria Bethânia

Com respeito aos jurados que escolheram as 100 maiores músicas brasileiras da revista RollingStone, peço licença para destacar aqui uma composição de raiz que é portadora de  letra inteligente, avançada e com alto sentido renovador.

Com certeza, Tocando em Frente está inserida pra sempre no melhor de nosso repertório musical, igualmente a muitas outras lindas canções que não foram indicadas pelo júri RollingStone. O Brasil tem estoque de 200 ou mais músicas para uma “seleção das maiores”.

Eis a letra de Tocando em Frente de Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar?Porque já tive pressa?E levo esse sorriso?Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte?Mais feliz quem sabe?Eu só levo a certeza?De que muito pouco eu sei?Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs?O sabor das massas e das maçãs?É preciso amor pra poder pulsar?É preciso paz pra poder sorrir?É preciso chuva para florir
Penso que cumprir a vida?Seja simplesmente?Compreender a marcha?Ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro?Levando a boiada?Eu vou tocando os dias?Pela longa estrada?Eu sou?Estrada eu vou
Conhecer as manhas e as manhãs?O sabor das massas e das maçãs?É preciso amor pra poder pulsar?É preciso paz pra poder sorrir?É preciso chuva para florir
Todo mundo ama um dia?Todo mundo chora um dia?A gente chega?E o outro vai embora?Cada um de nós?Compõe a sua história?E cada ser em si carrega o dom de ser capaz?De ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs?O sabor das massas e das maçãs?É preciso amor pra poder pulsar?É preciso paz pra poder sorrir?É preciso chuva para florir
Ando devagar?Porque já tive pressa?E levo esse sorriso?Porque já chorei demais
Cada um de nós?Compõe a sua história?E cada ser em si carrega o dom se ser capaz?De ser feliz

Maria Bethânia, em um de seus maravilhosos shows, uniu o texto de vanguarda, Odalisca Andróide, aos versos de Tocando em Frente.

Odalisca Andróide
Texto Disco Voador, de Fausto Fawcett
Descobrir o verdadeiro sentido das coisas é querer saber demais

Eu estou sempre aqui, olhando pela janela não vejo arranhões no céu nem discos voadores. Os céus estão explorados, mas vazios. Existe um biombo de ossos perto daqui.

Eu acho que estou meio sangrando. Eu já sei, não precisa me dizer. Eu sou um fragmento gótico. Eu sou um castelo projetado. Eu sou um slide no meio do deserto. Eu sempre quis ser isso mesmo. Uma adolescente nua, que nunca viu discos voadores, e que acaba capturada por um trovador de fala cinematográfica.

Eu sempre quis isso mesmo: armar hieróglifos com pedaços de tudo, restos de filmes, gestos de rua, gravações de rádio, fragmentos de TV. Mas os meus lábios são transmutação de alguma coisa planetária.

Quando eu beijo eu improviso mundos molhados. Aciono gametas guardados. Eu sou a transmutação de alguma coisa eletrônica. Uma notícia de Saturno esquecida, uma pulseira de temperaturas, um manequim mutilado, uma odalisca andróide que tinha uma grande dor, que improvisou, com restos de cinema e com seu amor, um disco voador.

1 responder
  1. Jonathan says:

    Eu nao entendo o sentido do texto odalisca androide! E um tanto confuso.. Me expliquei oque ele quer dizer..

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