Santa inocência ou “olho grande”?

Publicado em: 14/08/2014

Beneval é um caminhoneiro experiente, vivido; achava que ninguém jamais passaria “a perna” nele. Assim que havia sido lançada a nota de 100 reais Beneval chegou a certa cidade e precisava trocar o dinheiro, a nota de 100. Beneval não tinha a menor ideia de onde trocar o dinheiro. Ali perto 3 meninos estavam jogando bola. Beneval teve a bela ideia de pedir a um dos meninos o favor de trocar o dinheiro. Os meninos se olharam espantados. Um deles não pensou duas vezes, pegou a nota e foi correndo “trocar” o dinheiro. Passou mais de uma hora. Um dos ajudantes do Beneval disse:

– É seu Beneval, acho que o senhor se deu mal. O moleque não volta mais.

Beneval coçou a cabeça e viu que ninguém é tão esperto assim. Os três moleques, ou pelo menos um deles deveria estar rindo a toa.

O tema ali em cima é bem proposital. Há poucos dias uma amiga que junto ao marido tem uma casa lotérica recebeu a visita de uma família muito contente. O motivo? Haviam ganhado um prêmio: Um carro novo e mais 25 mil reais. A única coisa que tinham que fazer para receber o prêmio era simples, depositar 300 reais numa conta indicada. Um telefonema os havia informado dessa “sorte”. Os donos da casa lotérica disseram ter certeza que era golpe, para a família esquecer o assunto. A família ficou chateada com o casal. Foram a outra agência. Adeus 300 reais, claro que era golpe. A história do “bilhete premiado” e coisas do tipo continuam em alta. Ouvi relato até de policial veterano que quase caiu, só foi salvo porque a esposa chegou a tempo. Por trás de um ingênuo homem é bom que haja uma “grande” mulher.

O que leva alguém a pensar que vai faturar dinheiro fácil?

Golpes dos mais vários tipos estão sendo aplicados. Pessoas recebem grandes sustos ao pensar que parentes foram sequestrados. Outros telefonam fingindo ser um parente com dificuldades e pedem dinheiro.

Seja a Santa Inocência ou o “olho grande”, pensar um pouquinho na hora de uma situação dessas ajuda. Consultar um amigo que esteja de “cabeça fria” pode facilitar as decisões.

O Beneval aprendeu, nunca mais pediu para um desconhecido trocar dinheiro para ele.

E claro, sabe que certos “prêmios” são para os de santa inocência ou para os de “olho grande” mesmo.

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