Sem controle de qualidade

Publicado em: 17/01/2010

Um terço do conteúdo das emissoras de rádio é ocupado pela publicidade em forma de jingles, spots, textos e “merchandising”. Mas não há muito controle de qualidade nessa programação geralmente comandada apenas pelo departamento comercial. Claro, ninguém é ingênuo a ponto de pensar que as emissoras iriam recusar comerciais, mesmo que sejam gritados e sem imaginação. Afinal, as rádios têm que faturar, não é? Mas isso não é desculpa para aceitar qualquer coisa que sabidamente irá irritar o ouvinte a ponto de comprometer a audiência. Por isso entendo que o processo de evangelização dos anunciantes e agências tem que ser contínuo e não pode depender apenas de iniciativas das entidades.

Um excelente exemplo é o trabalho que vem sendo feito pelo GPR, Grupo dos Profissionais do Rádio. Primeiro ouça as peças da campanha que convidou duplas de celebridades da publicidade para interpretar jingles clássicos. Depois confirme o poder do rádio para estimular a imaginação do ouvinte.

Uma curiosidade: o tema usado em bg chama-se “In Party Mood”, composto por Jack Strachey e executado pela  West End Celebrity Orchestra. De 1946 a 1967 foi o prefixo do programa matinal “Housewives’ Choice” (as músicas preferidas das donas de casa) da BBC.

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