Sem edição, podcast pode virar um “poddormir”

Publicado em: 25/01/2011
O termo “podcast” vem da contração de iPod e broadcast. Se traduzido ao pé da letra, seria algo como transmitir conteúdo por meio de um iPod. A atividade de um “podcaster”, porém, vai além de simplesmente “transmitir”. Quem explica é Gustavo Guanabara, criador do GuanaCast, premiado como “Melhor Podcast de Tecnologia” em duas edições do Prêmio Podcast. Ele esteve na Campus Party 2011 para compartilhar dicas sobre como produzir programas de áudio para web, sem cair no tédio e mesmice.
“Gosto de termo ‘programa de rádio na internet’. Assim como o rádio, a gente cria um vínculo com quem transmite a mensagem. Não consigo pensar em nada mais divertido para se fazer dirigindo do que ouvir podcast. Eu, que costumo viajar muito, sempre escuto um”. Segundo ele, não adianta editar e tornar disponível o áudio em alta definição, se sua captação foi realizada em baixa definição. Além disso, o podcaster recomendou o uso de softwares que nivelam o áudio para que o ouvinte não tenha que brigar com “o botão de volume”, como o Audacity, SoundBooth e GarageBand.“O áudio bruto de um podcast é um saco. Precisa saber fazer muito bem se não quiser editar. A edição, com trilha e efeito, deixa tudo mais constante. Sem esses detalhes, seu trabalho corre o risco de ficar conhecido como ‘poddormir'”.
Ao final de sua apresentação, Guanabara apresentou uma espécie de manual do blogueiro. Para ele, uma boa pauta, com assuntos pré-apurados e estudados, é fundamental: “Ninguém espera uma aula no podcast, mas o ouvinte tem que aprender alguma coisa. Tem que sair com gostinho de quero mais”. Antes de encerrar, o criador do GuanaCast deu duas dicas que, segundo ele fizeram a diferença para o sucesso de seu trabalho: responder às críticas dos ouvintes e tentar trazer convidados interessantes. (Uol)

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