Sem saudosismo, um rádio muito diferente

Publicado em: 03/02/2012

O Rádio dos anos 1960 era muito diferente do atual. Naquela época dirigir emissoras de rádio era prerrogativa de profissionais experientes com muitas horas de microfone e largo conhecimento dos segredos do rádio. O Rádio do século 21, já não exige a perfeição que se buscava no passado. Locutores e apresentadores, eram verdadeiros astros tratados com alta distinção e admiração por ouvintes e dirigentes de emissoras.  Entrar para o seleto clube dos locutores não era tarefa das mais fáceis. O candidato a radialista, locutor no caso, passava por um rigoroso teste de aptidão.

Nesse teste eram avaliados, o padrão de voz, o ritmo de leitura, a dicção, inflexão e interpretação de texto e conhecimento, pelo menos, de pronúncia em inglês, francês, espanhol e italiano, já que os locutores precisavam saber anunciar nomes de músicas, autores e cantores de várias nacionalidades.

Bons locutores, que apresentavam programas populares de grande audiência, recebiam frequentemente propostas de emissoras concorrente que estavam sempre á procura de profissionais talentosos, considerados uma garantia de bons números nas pesquisas de audiência.

Os radialistas sempre tiveram um lugar de destaque nas comunidades. O trabalho que realizam, aproximando pessoas, informando, orientando, entretendo e distraindo, é reconhecido desde os primeiros tempos de nossa radiofonia. Nos chamados Anos Dourados do Rádio, os jornais diários reservavam grandes espaços para colunas que se ocupavam exclusivamente da atividade radiofônica.

No jornal “O Estado do Paraná”, a coluna ” Sintonizando”, assinada por Norberto Castilho, informava os leitores sobre os programas de rádio e a performance dos profissionais. No “Diário do Paraná”, Dide Bettega com sua coluna “Onda Alegre”, informava, promovia concursos para a escolha dos melhores do rádio. No jornal “O Dia”, o jornalista P.A. Nascimento assinava coluna com o título “Comendador Hertz”.

Em 1959 foi editado um jornal especializado em rádio. No formato tablóide com oito páginas o “Show de Jornal” de circulação quinzenal era dirigido por Mbá de Ferrante, Eleutério Camargo, Emir Sfair e João Nunes Cottar.

Do livro Sintonia Fina – JamurJr

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