Sepulcros caiados

Publicado em: 05/02/2020

Sepultura ou sepulcro, lugar de sepultamento. O livro – Estudo Perspicaz das Escrituras, volume 3, traz mais detalhes: “Embora hoje o termo sepultura ou sepulcro seja entendido e aplicado a uma escavação na terra como lugar para enterrar os mortos, um método comum de sepultamento entre os hebreus e outros povos orientais era usar uma caverna natural ou um sepulcro escavado em rocha, ou cripta mortuária”.

O evangelho de Mateus 23:27,28 tem o registro das palavras de Cristo: “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas! Porque são como sepulcros caiados, que por fora realmente parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de todo tipo de impureza…” Fica claro que a expressão usada hoje – sepulcros caiados – aplica-se a pessoas ou organizações que por fora parecem belas, parecem fazer o bem, desejar o melhor para os outros, mas não passam de – hipócritas.

Há quem diga que a pobreza e falta de melhores oportunidades levam muitos ao crime. E quanto aos políticos com salários exorbitantes? E os juízes, procuradores, promotores, policiais, médicos, empresários bem sucedidos, o que explicaria sua desonestidade? Resposta clara: falta de caráter, falta de humanidade. Opa, não podemos esquecer dos – religiosos, “homens de Deus”, que adoram o dinheiro, o poder, e os dezenas de milhares que adoram sexo com crianças, a maioria impunes, porque acima deles também estão sepulcros caiados. Pessoas que tiveram e têm ótimas oportunidades, dinheiro, poder, status, e ainda assim tiram dos que quase nada têm.

Existe também o grupo, o geral, nós, a população como um todo. Covardes que não folgam com a polícia, mas batem na mulher e filhos em casa. Ah, é a bebida. Quem já viu bêbado enfrentando “macho”? São covardes. Há os covardes que maltratam animais, os abandonam nas ruas. Em épocas de final de ano nos cumprimentam desejando coisas boas. Logo chegará a sexta-feira santa, que esse ano deve cair numa terça ou quarta-feira; como qualquer data, nosso aniversário, por exemplo, varia o dia a cada ano, é igual com a sexta-feira santa. Mas o ponto é que muitos desses que não comem carne nesse dia por achar ser pecado (até isso tudo bem, cada um com seus conceitos), mas muitos desses não topariam me acompanhar num churrasco, no entanto, estariam por esses dias judiando covardemente de um boi no que chamam de farra… que nojo, que expressão mal aplicada, farra pra quem?

Por fim, com base num comentário do jornalista Luiz Carlos Prates, sobre a compra de máscaras para proteção contra doenças, coronavírus etc. O Prates lembrou bem e fez o paradoxo mais ou menos nessas palavras: De que quando as pessoas estão doentes, gripadas, tossindo, a maioria não protege a boca ao espirrar ou tossir, simplesmente distribuem sua doença; agora quando estão bem de saúde e há um risco, aí têm que se proteger; só vale para nós quando estamos bem essas proteções? Maravilha, Prates.

Observando de longe realmente há pessoas e instituições que parecem fazer o bem, talvez até façam uma ou outra coisa boa, mas a verdade é que por dentro, em sua essência, são podres e fazem mais mal do que bem. Podemos tapar os olhos e fingir que não temos nada com isso. Aqui entra mais um ditado interessante: “O pior cego é o que não quer ver”. Prefiro sempre ver, mesmo que doa saber a verdade; mesmo que tenha que voltar atrás. Será que as moedinhas solicitadas no troco nos supermercados são para quem precisa ou para – sepulcros caiados? Muitos deles andam por aí como se ninguém soubesse de suas sujeiras; tudo vem à tona no tempo certo, tudo, tanto o bem quanto o mal, é só observar e saber tomar a posição certa no momento exato. Só isso?

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