Será que desta vez vai?

Publicado em: 13/01/2011

Os ventos sopram ares de otimismo embora ainda haja muito chão para ser varrido. A radiodifusão brasileira anda a deriva há muito tempo e ainda se recente dos tropeços e das armadilhas deixadas nos escuros dos caminhos plantados pelas ditaduras que vieram de 1930 a 1985 quase que sem interrupção. E os males que daí advieram corroeram ambos os lados que por direito deveriam ser protegidos: os interesses dos cidadãos representados pelo governo e os interesses dos empresários da comunicação representados pela iniciativa privada. Por isso, a fala do ministro – repetida várias vezes desde que assumiu no dia primeiro de janeiro – se torna tão importante para nós que só pedimos respeito à cultura, à decência e a moralidade dentro do que se espera de uma nação civilizada. Os três itens apontados pelo ministro Paulo Bernardo são ainda um pequeno detalhe do iceberg que se oculta sob nossos pés: Ministro das Comunicações, referindo-se à televisão disse que “Há centenas de empresas no mercado, mas quatro ou cinco concentram mais de 95% da audiência”. Na entrevista que concedeu ao programa “3A1” na TV Brasil, ontem, Paulo Bernardo voltou a defender a proibição de que um mesmo grupo tenha simultaneamente rádio, jornal e televisão numa mesma região do país. E foi mais longe afirmando que o novo governo vai ampliar o número de emissoras educativas. Disse: “Na medida em que houver frequências disponíveis, queremos dar vazão à demanda por emissoras educativas”. Paulo Bernardo chega ao Ministério das Comunicações com a experiência de veterano no Planalto: acumula experiência do Ministério do Planejamento e três mandatos na Câmara. Tem também a seu favor a imagem de político de posições firmes e capacidade de articulação. (G1 | Folha)

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