Seu Diomício e o gurizote abusado

Publicado em: 12/08/2007

Pedro Barcellos, ainda morando em Criciúma hoje em dia, fora de rádio, o que é um desperdício de um talento, vivia seus primeiros momentos no rádio. Atendia na portaria da Rádio Eldorado, no velho prédio na Rua Ruy Barbosa, onde hoje é o Centro Comercial Diomício Freitas (justa homenagem a um dos melhores e maiores mestres de cidadania que conheci).
Por Aderbal Machado

Gurizote, cheio de vontade, “Caxias” por excelência, recebeu a ordem do Antônio Luiz, gerente: “Pedro, você fique na portaria depois da “Voz do Brasil” e não deixe, em hipótese alguma, alguém entrar. Naquela hora não tem ninguém lá dentro e é você o responsável”.
Compenetrado, Pedro empertigou-se, foi para trás do balcão, fechou a porta com a chave, enfiou no bolso e ficou ali, olhos firmes na entrada.
Subiu as escadas (ficava no segundo andar) um cidadão cinqüntão, bem apessoado, que pediu para entrar. “Como? Não, de jeito nenhum!! A ordem é não entrar ninguém!!”
E o cidadão: “Mas, menino, eu preciso entrar aí, sou o dono disso tudo!!” – “Não! Na-ni-na-não!”
O homem desceu calmamente as escadarias e não apareceu mais.
No outro dia, Pedro relatou a história para o Antônio Luiz e este não teve dúvidas, pela descrição: era o “velho” Diomício! E agora?
Pedro branqueou, gaguejou e Antônio disse: “Agora vamos ver. Te vira!”
À tarde, Antônio Luiz chamou o Pedro na gerência e ele gelou. Estaria demitido, na certa.
Alívio: havia um bilhete do “velho” Diomício elogiando a postura do menino da portaria e mandando contratá-lo.
E assim Pedro teve uma passagem vitoriosa pela Rádio Eldorado, onde chegou a gerente, depois de passar pelo jornalismo e chefe de programação.
Fonte: http://www.debamachado.blogspot.com/


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