Silveira Júnior: sem formalismo, sem segredos

Publicado em: 10/10/2010

RadioDoc | Depoimento

Silveira Júnior dir. Rádio Difusora Itajaí. 1959

O que você vai ler e ouvir neste radiodocumentário é a fiel expressão do pensamento de Norberto Cândido Silveira Júnior, o filho caçula do agricultor Norberto Cândido Silveira e de Maria dos Anjos Silveira, nascido em Piçarras, SC, em 17 de maio de 1917. O texto da biografia é de autoria do pesquisador Lauro Junkes, presidente da Academia Catarinense de Letras e faz parte do livro Imponderáveis do Destino publicado neste ano de 2010 e o áudio foi gravado pessoalmente pelo jornalista Silveira Júnior em abril de 1975 num sábado no seu gabinete de trabalho como assessor do governador Antônio Carlos Konder Reis. Com três anos de idade, Silveira mudou-se com a família para a localidade de Rio Branco, no interior do município de Joinville, hoje parte do município de Guaramirim. Durante três anos, esteve matriculado na Escola Mista do Núcleo Rio Branco, dirigida pelo professor Cantalício Érico Flores, mas nunca freqüentou regularmente estabelecimento de ensino.

Assim se expressou escritor sobre sua escolaridade: “O professor Flores nos ensinava, não o que mandava o currículo, mas exatamente tudo aquilo que ele sabia, também aprendido aos trancos e barrancos nas chamas escolas da vida. O autodidata é, quase sempre, um suporte autossuficiente. Como a gente não tem ninguém para nos orientar, aprendemos apenas aquilo que nos causa interesse ou curiosidade ou paramos por nossa conta, quando nos enfaramos da matéria, ou supomos que dela já sabemos tudo. Não conheço nenhum autodidata que não seja – como eu – um colecionador de curiosidades, porque aprendemos apenas aquilo que nos agrada, sem nenhum método, sem nenhum acompanhamento pedagógico”.

Espírito irrequieto e sempre em busca de novos horizontes, Silveira Júnior deixou sua condição de pobre menino do campo, ensaiando novas experiências, ocupações e estudos. Tornou-se um homem de cultura e de letras, que se esculpiu a si mesmo, no esforço persistente do autodidatismo. Construiu uma vida na luta, adquirindo sua cultura inicial enquanto trabalhava para seu sustento, e ampliando as leituras pela vida toda, ávido sempre por conhecer a existencialidade e desvendar tantos mistérios que tudo envolvem.

Profissionalmente, passou da roça para o balcão de casa comercial, trabalhou como microcopista; quando sua formação lhe permitiu, enveredou pelas redações de jornais, com os quais manteve colaboração até seus últimos dias e sempre se orgulhou do título de “Jornalista Silveira Júnior”, detentor do registro nº 1de jornalista de serviço público no MTPS e do Registro nº 12 de jornalista colaborador no mesmo MTPS; foi diretor e redator-chefe do Jornal Itajaí e do jornal O Sol, de Balneário Camboriu. A partir da década de 1970, radicado em Florianópolis, foi colaborador assíduo do jornal A Ponte, de Florianópolis, Jornal de Santa Catarina, de Blumenau, O Município de Brusque, Correio do Povo de Jaraguá do Sul, e A Notícia de Joinville, além de apresentar programa na RBS TV; ingressou no funcionalismo público, foi bancário até aposentar-se e voltou à administração pública. Destaque-se, na administração pública, sua fiel e pertinaz dedicação como assessor do governador Antônio Carlos Konder Reis.

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