Socorrista, a desafiadora missão de salvar vidas*

Publicado em: 25/11/2010

Tiago, Rosemeri e Mariana

O trabalho é em um turno de 24 horas sem interrupção. Para desenvolvê-lo é necessário coragem, agilidade, determinação, responsabilidade, cursos de especialização, passar por provas emocionais desafiadoras a cada hora do dia e, sobretudo, amor ao próximo. Assim é a vida de um socorrista.Um documentário em rádio sobre este assunto foi desenvolvido na Faculdade Estácio de Sá de Santa Catarina, por meio dos alunos de Jornalismo Tiago Rocha, Rosemeri Bordignon e Mariana Loreto Pinho. Desde criança muitos dos socorristas sentiam uma compulsão inexplicável em estar à disposição do resgate de pessoas em risco. Assim como a maioria das escolhas profissionais, a deles também é feita pela vocação. 

Para esses guardiões da vida, a realização profissional está em poder ajudar o próximo. A rotina de um socorrista o coloca todos os dias frente a situações trágicas que exige um alto controle emocional. Seja qual for o socorro, um acidente de trânsito, uma complicação médica e até mesmo resgatar animais de estimação. Em qualquer caso está lá um socorrista. Tiago, Rosemeri e Mariana

Conviver com a vida e a morte ao mesmo tempo é uma realidade constante para estes profissionais. Alguns aprenderam a encarar com naturalidade e não se deixam abater pela perda de uma vida, porém para outros a sensação de dar adeus a alguém é um momento difícil de ser encarado. Dedicação em tempo integral. Nos momentos de folga a mente está ligada aos acontecimentos. Nos momentos difíceis eles são deslocados e prestam atendimento sem hesitar. Por terra, pela água ou pelo ar, estes corajosos profissionais têm por único objetivo lutar pela vida e pela integridade física de qualquer pessoa em situação de perigo. Apesar de todas as dificuldades, mas absolutamente conscientes de sua missão, os socorristas seguem cada vez mais engajados na corajosa luta pela vida.

Todo este empenho não se resume apenas ao socorro e ao resgate de pacientes e vítimas, todos os dias eles arriscam suas próprias vidas para salvar outras em risco. Isso sem falar da dura rotina de ter que encarar ruas congestionadas, hospitais lotados, equipamentos nem sempre a altura do que exige o atendimento. Militares ou voluntários, veteranos ou iniciantes, todos, sem exceção, escolheram a profissão movidos por um sentimento que somente eles entendem. Um sentimento de que a cada jornada cumprida e a cada vítima resgatada se cumpre muito mais do que uma simples tarefa profissional. Acima de tudo se realiza um ato de ajuda ao próximo que supera em importância qualquer manifestação humana.

Socorrista, mais do que uma profissão, um gesto de humanidade e solidariedade.

*Texto de Rosemeri Bordignon e Tiago Rocha

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