Solta as amarras

Publicado em: 23/12/2012

O Brasil ainda vive no passado em muitos âmbitos. Também mantém tradições que não lhe fazem bem algum. Aliás, só beneficiam poucos, muito poucos, e quase sempre os mesmos ou os descendentes e apaniguados destes.

Na política, por exemplo, os “usos e costumes” têm impedido o desenvolvimento do país de uma forma criminosa contumaz!
O discurso é pela modernização administrativa e pela estabilidade regulatória, tudo para incentivar a iniciativa privada, nacional e internacional a investir no Brasil. Mas, e a prática?

Vivemos uma oportunidade ímpar em que, apesar de todos os escândalos que eclodem diariamente na mídia, ainda somos procurados por investidores, não mais para especulação financeira predatória, mas para aplicar em produção.

No entanto, nossa legislação, muitas vezes dúbia e/ou anacrônica, aliada à má-fé de seus operadores, cria empecilhos quase incontornáveis para a realização do potencial do país.

A prática de “criar dificuldades para vender facilidades” deixou de ser lugar comum, para ser uma nefasta “instituição”, utilizada em todos os níveis.

Tudo é complicado! Tudo é lento! Tudo é suspeito!

A triste impressão é de que os responsáveis não querem apostar no sucesso do empreendimento, mas lucrar em qualquer circunstância, até com seu fracasso.

Abrir um negócio é temerário. Via de regra, o empreendedor é obrigado percorrer um labirinto em diferentes órgãos, de diversas instâncias, com cronogramas incompatíveis e orientações vagas. A complicação é tanta que muitos empreendedores desistem, “quebram” em pouco tempo ou caem na tentação induzida de buscarem meios ilícitos, dos quais se tornam reféns, para contornarem situações ou acelerarem processos. Pior: são “punidos” quando tentam seguir a “letra” da lei.

Incapazes de desatarem esse nó górdio, envolto nesses “mistérios” burocráticos, inocentemente ou não, alguns aceitam o apoio de lobistas – que estão mais para lobos do que para “facilitadores”! – ou até trazem o “lobo para dentro do galinheiro”.

Tem gente que perde ou paga pequenas somas… Tem gente que paga ou perde milhões!

Tem gente que ganha trocados… Tem gente que enriquece! E o hábito faz com que incorporem esses ganhos com práticas ilícitas à sua “renda”!

Esse é um exemplo clássico de círculo vicioso! Uma trama tecida com “rabos presos”, “eminências pardas” ou descaradamente evidentes, que tornam a vida dos que trabalham, operários e empresários, um mar revolto.

Alguns desses corruptos corrompem até seus filhos, perpetuando seu “legado”. Eles não respeitarão os pobres, nem as mulheres, nem o trabalhador honesto. Continuarão a viver como parasitas, tirando o máximo que puderem dos outros.
O Brasil precisa se livrar urgentemente dessa escória histórica, mitológica e tradicional que, independentemente de ideologia, raça ou religião mantêm o Brasil arrestado em seu “porto inseguro”!

Mas, como soltar as amarradas de quem nos mantém com rédea curta? Dos ratos que têm a faca e o queijo na mão? Dos santos de pau oco? Dos falsos profetas? Dos mistificadores? Dos autores de suas próprias lendas? Dos intocáveis?…

Adilson Luiz Gonçalves | Membro da Academia Santista de Letras | Mestre em Educação | Escritor, Engenheiro, Professor Universitário e Compositor

Ouça textos do autor em: www.carosouvintes.org.br (Rádio Ativa / Comportamento)

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