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A alma das praias

Publicado em: 08/01/2014

Que me perdoem as cidades sem mar, mas o beijo das praias é fundamental. Toda cidade é linda: as das serras e montanhas, as das planícies, as situadas nos prados. Umas quase tocam os céus; outras olham de cima as imensas distâncias; outras ainda aninham-se nos acolhedores mantos de florestas.  Mas as que têm praias… […]

Janelas iluminadas

Publicado em: 04/09/2013

Na noite escura, observo as janelas iluminadas. Logo que anoitece são muitas. Mas vão virando poucas quando a madrugada avança. De minha própria janela iluminada, olho a infinidade de janelas dos prédios vizinhos, que bisbilhoto até aonde a vista alcança. Mas, em lugar da curiosidade crua, contundente, objetivamente invasiva, move-me uma espécie de solidariedade com […]

Do galho ao controle remoto

Publicado em: 14/08/2013

Ocorreu-me, caro leitor, que a trajetória de nosso processo civilizatório pode ser resumida assim: do galho ao controle remoto. Momento marcante em nossa saga evolutiva, desde os hominídios aos homo sapiens de hoje, foi, sem dúvida, quando o polegar preênsil permitiu pegar um galho caido na savana e fez dele uma extensão do braço: estava […]

Do galho ao controle remoto

Publicado em: 24/07/2013

Ocorreu-me, caro leitor, que a trajetória de nosso processo civilizatório pode ser resumida assim: do galho ao controle remoto. Momento marcante em nossa saga evolutiva, desde os hominídios aos homo sapiens de hoje, foi, sem dúvida, quando o polegar preênsil permitiu pegar um galho caído na savana e fez dele uma extensão do braço: estava […]

A chuva vem aí!

Publicado em: 05/06/2013

A claridade desmaia lentamente. A luz cede lugar a um indefinível tom, na paleta de que são feitas as cores do dia. O ar se torna mais denso. Um vento brando e cálido começa aos poucos sua brincadeira séria com as folhas: movem-se, a princípio com lentidão, os galhos, os ramos, as hastes, até que as […]

Dormindo aqui em casa

Publicado em: 22/05/2013

Vivemos agora os tempos do “ficar”, essa expressão tão elástica adotada pelos jovens, significando algo entre o contato fugaz traduzido em beijos e carícias até um relacionamento um pouco mais sério e duradouro. Não obstante os novos rótulos, nós, os mais velhos, já vivemos tais experiências, só que com menos desenvoltura, pelo menos até os […]

Uma boa gargalhada

Publicado em: 15/05/2013

Quero uma boa gargalhada. Não falo de um riso, ou mesmo de um sorriso. Não. Falo de uma gostosa, imensa e ruidosa gargalhada. Hoje vi uma mulher gargalhando. Mesmo sua interlocutora, que tudo indicava provocou aquela monumental demonstração de alegria, apesar de partilhar da hilaridade, parecia perplexa, e um tanto assustada diante do ataque de riso. […]

Os Sacrossantos Templos do Consumo

Publicado em: 01/05/2013

Alguém já disse, com razão, que o shopping center é o templo do consumo. Concordo inteiramente, e julgo fácil observar o que leva a essa conclusão. O shopping é imponente. Construído mesmo para impressionar, destaca-se na paisagem, atropelando a antiga e acanhada geografia das ruas de bairros, ocupando espaços, congestionando avenidas, atraindo multidões. E geralmente […]

O Telemarketing e eu

Publicado em: 17/04/2013

Hannah Arendt, a grande filósofa alemã, discutindo as relações entre as esferas de vida privada e pública, demonstrou o quanto o âmbito da vida privada foi invadido pela esfera pública. Os gregos e romanos, ensina, delimitavam muito bem a diferença entre a vida pública, ou seja, aquela dos negócios públicos, onde se discutem as questões […]

Caixas

Publicado em: 20/03/2013

Gosto muito de caixas. Grandes, pequenas, médias. Caixas em geral. Simples, complexas, quaisquer. Olhandocaixas podemos até filosofar: uma caixa é a expressão da finitude do espaço, que ela delimita em suasdimensões. Ou: uma caixa é a ironia do infinito, que provoca no finito a impressão de que a finitude se impõe, sem desconfiar de que […]