Technofashion

Publicado em: 10/04/2013

Rádio CBN Brasil | MUNDO DIGITAL, com Ethevaldo Siqueira

Milton – Ethevaldo, você acha que a chamada tecnologia vestível – dos óculos e relógios inteligentes – vai pegar?

Ethevaldo – Sou otimista e acho que ela vai pegar, sim, Milton. Não tenho dúvida de que, nos próximos anos, você usará óculos hi-tech, como os do Google, que lhe permitem ler mensagens, avisos ou e-mails. Aliás, o Google já planeja até oferecer óculos personalizados, com receita médica, para quem precisa de lentes especiais. Ainda nesse campo da tecnologia vestível, teremos, em breve, os relógios inteligentes de pulso, que poderão receber mensagens, fazer chamadas via celular, acessar a internet, baixar música e nos dar mil informações úteis, a qualquer hora e em qualquer lugar.

Empresas como a Apple, o Google, Samsung, Sony e LG já desenvolvem seus smartwatchs, aparelhos híbridos de celulares e relógios. Num futuro mais distante, teremos tecnologias embutidas em nossas roupas e sapatos. Ou mesmo chips implantados em nossa pele, com as funções mais diversas. Esse é o mundo da tecnologia vestível.

Milton – Existe alguma estimativa sobre o tamanho desse mercado de produtos vestíveis?

Ethevaldo – Um estudo feito pela Bloomberg mostra que a Samsung e a Apple apostam na tecnologia vestível, até como sucessora dos smartphones. É provável que, por volta de 2017, o mercado de tecnologia vestível já alcance algo próximo de US$ 10 bilhões. Embora o mercado de celulares ainda seja um dos maiores na área eletrônica, da ordem de US$ 358 bilhões, neste ano, tudo indica que ele deverá reduzir-se drasticamente nos próximos cinco anos. A eletrônica vestível poderá ser uma alternativa para essa retração dos celulares e smartphones.

Milton – Não lhe parece que essa eletrônica vestível tem muito de modismo tecnológico que talvez não se sustente por muito tempo?

Ethevaldo – Em alguns casos, acho que poderá tornar-se mania, desde que as pessoas usem os dispositivos como puro modismo. Um fenômeno semelhante é o das pessoas viciadas na internet, no uso do celular, dos tablets ou da própria TV.

Milton – Até amanhã.

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